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Itaú: bancários aprovam PCR e rejeitam ponto eletrônico

Bancários decidiram, ainda, criar mesa específica para discutir o redimensionamento das agências.

06/01/2017 às 12:35
Ascom/SEEB-MA
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Em assembleia na quarta-feira (28/12), na sede do SEEB-MA, em São Luís, um número expressivo de bancários e gestores deliberou sobre a Participação Complementar de Resultado (PCR) e sobre o novo modelo de ponto eletrônico proposto pelo banco, no Maranhão.

Na ocasião, a alteração do PCR foi aprovada, embora o modelo de distribuição contemple apenas uma pequena parcela do lucro. Caso a proposta fosse rejeitada, o valor não seria provisionado e, por consequência, os bancários não receberiam o pagamento.

Em outras palavras, por uma chantagem do banco, os bancários tiveram que aceitar a alteração.

Por sua vez, os bancários rejeitaram, por ampla maioria, o novo modelo de ponto eletrônico, pois é impossível deixar de fazer mais de duas horas extras nesse momento de demissões em massa no Itaú, em que um bancário faz o trabalho de três e precisa de tempo para concluir as tarefas.

Para diretora do SEEB-MA, Edna Vasconcelos, o principal ganho da reunião foi a criação de uma mesa específica para discutir o redimensionamento das agências do Itaú. O objetivo é barrar desligamentos e discutir o número ideal de bancários por agência.

“Entendemos que enquanto não houver um número mínimo de empregados para executar as várias tarefas que são necessárias dentro de uma agência, não tem como falar de controle da jornada de trabalho” – explicou a diretora e bancária do Itaú, Gerlane Pimenta.

A primeira rodada de negociação específica deverá ocorrer em janeiro, com data ainda a definir. Para o SEEB-MA, só depois de discutir o problema demissões, os bancários maranhenses voltarão a discutir sobre o novo modelo de ponto eletrônico.

Vale ressaltar que o Itaú só decidiu iniciar essa discussão, porque foi condenado em vários estados do Brasil a se adequar ao sistema de ponto eletrônico, não sendo, pois, um movimento espontâneo, mas decorrente de uma forte pressão da Justiça do Trabalho.

Para a diretora Gerlane Pimenta, essa assembleia, com participação massiva, evidencia a existência de movimento sindical nos bancos privados. “Nem demissões nem ameaças ceifaram a coragem, a determinação e, sobretudo, a disposição de luta desses trabalhadores” – finalizou.
 

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