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08 de março: mulheres lutam por uma sociedade justa

O SEEB-MA parabeniza todas as mulheres, em especial as bancárias, pelo Dia Internacional da Mulher.

08/03/2017 às 09:56
Arlíria Frazão - ASCOM/SEEB-MA
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O Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira, 08 de março, é um dia para refletir sobre a atual situação da mulher na sociedade. As mulheres ainda sofrem com a desvalorização da sua força de trabalho e com a violência, fruto de desigualdades sociais e culturais perpetuadas ao longo dos anos.

O setor bancário é um exemplo da desvalorização do trabalho da mulher. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que a remuneração média das mulheres admitidas nos bancos, entre janeiro e agosto de 2015, corresponde a 81,6% da remuneração média dos homens contratados no mesmo período. Enquanto o salário delas foi de R$ 3.073,82, eles receberam R$ 3.767,18.

No último dia 03, o Banco do Brasil divulgou um relatório que informa que as mulheres ocupam apenas 11,7% dos cargos considerados de comando (presidente, vice-presidente, gerentes executivos, e superintendentes estaduais e regionais). Nos cargos de gerentes gerais, as bancárias são 17,7%, apesar de homens e mulheres possuírem desempenho equivalente. No quadro geral, o BB tem 58,6% de funcionários e 41,4% de funcionárias.

Violência contra a mulher


Além da desigualdade no mercado de trabalho, as mulheres são vítimas de injustiças sociais. Segundo a pesquisa do Mapa da Violência Contra a Mulher de 2015, o Brasil é o quinto país no mundo onde a população feminina sofre mais violência. A cada uma hora e meia, uma mulher morre vítima de feminicídio. São registrados em média 50 mil estupros por ano, e o número pode ser bem maior, considerando que muitas vítimas não denunciam os crimes por medo e vergonha.

Reformas representam ataques

As Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista propostas pelo governo Temer preveem impactos nefastos para a situação da mulher no mercado trabalho. Atualmente, homens precisam contribuir por 35 anos, e as mulheres, por 30 anos para terem direito à aposentadoria. Mas a reforma fixa a idade mínima para se aposentar em 65 anos, para ambos.

É uma injustiça, considerando que as mulheres trabalham mais horas do que os homens, somando o emprego com as tarefas domésticas. De acordo com o estudo "Progresso das Mulheres do Mundo 2015: Transformar Economias, Realizar Desejos", produzido pela ONU, elas realizam diariamente 302 minutos de trabalho doméstico, e homens, 77 minutos. Em um ano, as mulheres trabalham 39 dias a mais do que os homens.

A Reforma Trabalhista pretende ampliar a terceirização, o que significa o aumento da precarização do trabalho. Caso seja aprovada, as mulheres serão as mais prejudicadas, com o aumento da jornada e redução de direitos.

Parabéns, mulher!

O Sindicato dos Bancários do Maranhão destaca que a data é de luta, não de festa, e parabeniza as mulheres, pela luta diária por uma sociedade justa e igualitária, pelo reconhecimento da capacidade de trabalho feminina e por uma existência digna, livre da violência e da desigualdade de gênero no campo social e profissional.

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