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Reunião, na Super do BB, sobre reestruturação no MA

SEEb-MA cobrou transparência sobre a nova etapa da reestruturação no Banco do Brasil.

18/01/2018 às 12:05
Ascom/SEEB-MA
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Em reunião nessa quarta-feira (17/01), na sede da Superintendência do Banco do Brasil, em São Luís, o SEEB-MA cobrou transparência e informações detalhadas sobre a nova etapa da reestruturação colocada em prática pelo BB em todo o país.

Na ocasião, o superintendente do banco, no Maranhão, Marcolino Rodighero, insistiu em chamar o processo de “reorganização”, mas, na prática, é a velha reestruturação, iniciada em 2007 no Banco do Brasil, que visa enxugar gastos com pessoal e igualar o BB aos bancos privados.

“Não importa a terminologia. Processos como esses são motivos de apreensão na categoria, pois desestruturam a vida dos bancários. Muitos se veem obrigados a deixar as famílias, perdem funções, dinheiro e, como consequência, adoecem” – lembrou a diretora Gerlane Pimenta.

De acordo com Marcolino Rodighero, nessa etapa da reestruturação não haverá demissões nem fechamento de agências, no Estado, mas “apenas” uma realocação de pessoal, para reequilibrar a capacidade de atendimento nas unidades do banco, no Maranhão.

O superintendente disse que não haverá perda de funções, pois o Maranhão está numa situação melhor que a de outros Estados, tendo funções vagas em vários municípios.

“Há agências com muitos bancários e outras com poucos, por isso a necessidade de redimensionamento. Além disso, os critérios de reorganização são definidos pela Matriz, de forma centralizada, com base em algumas variáveis, sem participação direta das superintendências regionais” – explicou.

Para o diretor do SEEB-MA, Edvaldo Castro, essa falta de participação das superintendências regionais dificulta o entendimento das necessidades de cada região.

“Na prática, o que se percebe são agências superlotadas e com atendimento precarizado, devido à escassez de funcionários. A Região Sul é totalmente diferente da Nordeste. Logo, os critérios para a reestruturação adotados lá, não deveriam ser os mesmos daqui, ainda mais sem a participação das superintendências, que conhecem a realidade das agências em cada Estado” – avaliou.

“Por fim, o fato de o Maranhão estar, hoje, em melhor condição que os demais Estados não exclui o fato de que bancários do Brasil inteiro estão perdendo funções e tendo os salários reduzidos. Amanhã, isso pode ocorrer aqui” – lembrou Edvaldo.

Na reunião, Rodighero afirmou, também, que os bancários receberão incentivos financeiros caso aceitem a remoção para agências “priorizadas”. Os critérios para remoção serão objetivos, como notas de desempenho, para evitar favorecimentos pessoais.

O superintendente garantiu, ainda, que o banco não promoverá a remoção compulsória para outros municípios, ressaltando que os bancários maranhenses que aceitarem ir para outras praças terão prioridade sobre funcionários de outros Estados.

“São muitas promessas, que devem ser vistas com cautela. O histórico nos mostra que as reestruturações sempre culminam em cortes, perda de comissões e redução de salários. Por isso, ficaremos atentos, orientando os bancários a denunciarem ao Sindicato qualquer abuso ou ameaça do BB. Não mediremos esforços para defender sua estabilidade no emprego e, sobretudo, seu patamar salarial” – afirmou o presidente do SEEB-MA, Eloy Natan.

Quem quiser aderir ao processo de reestruturação tem até o dia 26 de janeiro para procurar a GEPES, na Praça Deodoro, em São Luís. Participaram da reunião, além do superintendente do Marcolino Rodighero, os diretores do SEEB-MA, Eloy Natan, Edvaldo Castro e Gerlane Pimenta.

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