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Impacto social da venda do HSBC será avaliado pelo Banco Central

A reunião foi realizada nesta quarta-feira (1), em Brasília

02/07/2015 às 15:15
Contraf
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O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta quarta-feira (1), em Brasília, durante reunião com representantes dos trabalhadores do HSBC, que analisará o impacto no mercado financeiro da venda dos ativos do banco no Brasil e também irá verificar as consequências sociais da medida. "Apesar de ser uma transação entre bancos privados, nós temos uma série de medidas que podem ser aplicadas para resguardar a sociedade. Temos remédios para o caso de danos extremos. Nós partimos do princípio de que não é um banco que está saindo falido, mas sim, que resolveu fechar suas operações no País e pode voltar daqui uns anos. Acreditamos que irão existir sinergias, o que é muito bom para a população e trabalhadores", disse Tombini.

O diretor da Contraf Sérgio Siqueira exaltou o fato de Tombini ter apontado que há convergência nas preocupações do BC, dos parlamentares e dos representantes dos trabalhadores. "Estamos no caminho certo. Entendemos que a partir desta reunião nosso pleito está inserido na rotina do Bacen", comemorou. Siqueira ainda revelou que, segundo o presidente do Banco Central, o anúncio do comprador, provavelmente, sairá em agosto.

Para a senadora Gleisi Hoffmann, a segurança de que o presidente irá olhar o lado dos trabalhadores é positiva. "Saímos da reunião com a segurança de que o Banco Central irá cobrar uma posição do banco com relação aos trabalhadores. Isso nos deixa mais otimista e mostra que teremos uma decisão equilibrada", ressaltou a senadora.

A vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, também participou da reunião e afirmou que o apoio do Banco Central na negociação é mais uma vitória. O presidente da FETEC-PR, Júnior Cesar Dias, concorda. "O presidente do Banco Central ressaltar que vai analisar o impacto social é muito importante para a nossa luta. A partir dessa reunião, teremos mais fôlego para conversar com os trabalhadores e estreitar as conversas com o HSBC para termos uma posição positiva para todos", acredita Dias.

De acordo com Cristiane Zacarias, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC, é muito importante a conscientização e apoio do BC para a pauta dos trabalhadores do HSBC. "Nossa luta é nacional com reflexos para toda sociedade brasileira."

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