
Entenda os motivos para sermos contrários à CCV do Banco do Brasil.
1 - A tendência é que os bancários ganhem as ações judiciais contra o Banco, pois não há argumentos para sustentar que exercemos funções de confiança. Perder em primeira instância não significa que não podemos ganhar depois. Tomando como base os julgamentos de Brasília, o entendimento do setor jurídico do próprio Sindicato é que a tendência do TST é aceitar as ações coletivas, diferente do que está sendo feito pelos juízes de São Paulo. Como o valor pago na CCV é muito mais baixo que o valor devido (cerca de 20% do total), a adesão significaria uma economia gigantesca para o Banco;
2 - A CCV tem como objetivo diminuir o passivo trabalhista do Banco. O fato da base de SP, que é a maior do país, não ter aderido até o momento, é um dos principais motivos para que ainda exista espaço para pressionarmos o Banco em questões relativas à jornada de 6 horas;
3 - A maior parte dos bancários está fora da CCV, pois, para ter direito, é preciso ter aderido ao novo plano. Por exemplo, em São Paulo, entre assistentes A, B e de negócios, há 5.594 empregados. Destes, 3.349 estão fora da CCV porque não migraram para o novo plano, o que corresponde a 60% do total. Mas, mesmo entre os 40%, existem também empregados que não têm acesso à CCV, porque foram comissionados depois do plano e por isso não têm 7ª e 8ª horas para receber. É bom lembrar também que não há possibilidade de simulação: somente migrando é possível saber quanto você poderia receber na CCV;
4 - A experiência dos que aderiram à CCV também deve servir como base para nós. Em Brasília, o próprio Sindicato, que defendeu a adesão à CCV, depois convocou uma assembleia propondo rever a posição, já que os valores pagos eram extremamente baixos, além de não existir clareza sobre os critérios (colegas com as mesmas funções e mesmo tempo de banco recebiam valores diferentes); Segundo do Sindicato de Brasília, filiado à CONTRAF/CUT: “Atento às sessões da CCV, o Sindicato verificou a não apresentação dos parâmetros de cálculo pelo banco, valores divergentes em relação à mesma função, não apresentação de valores para Previ (fundo de pensão) e Cassi (plano de saúde), além do que o BB impõe dificuldades para o funcionário negociar, já que traz a proposta pronta e acabada. Não bastasse isso, os dirigentes sindicais constataram que a instituição vem apresentando proposta inferior a 15% do valor devido em eventual demanda judicial e a não apresentação dos valores de INSS e imposto de renda”.
Nós, da Oposição Bancária, acreditamos na força da nossa categoria. Acreditamos que podemos e devemos lutar por nossos direitos. Infelizmente, o Sindicato de São Paulo opta, mais uma vez, por fazer o jogo do banco, propondo aos bancários que entreguem o que é seu.
Por isso, chamamos todos os colegas para dizer não à entrega de direitos!
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
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