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PLANTÃO / SANTANDER

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Situação inaceitável: Santander fecha 970 postos de trabalho no trimestre

02/05/2014 às 09:15
SEEB Maringá
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O Santander continua eliminando postos de trabalho bancário em ritmo acelerado. É o que mostra o balanço do banco espanhol, divulgado na terça-feira 29. Apenas nos primeiros três meses deste ano, foram extintas 970 vagas. Nos últimos 12 meses o estrago foi ainda maior, com o fim de 4.833 empregos. O número de funcionários, que era 53.484 em março de 2013, chegou a março deste ano em 48.651. Além disso, a instituição fechou 150 agências em 12 meses, sendo 58 apenas no primeiro trimestre deste ano.

O lucro líquido gerencial do banco foi de R$ 1,428 bilhão no primeiro trimestre de 2014, aumento de 1,3% em relação ao quarto trimestre de 2013 e redução de 6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Desrespeito

Enquanto isso a unidade da Espanha, que vive uma crise sem precedentes na história, teve um aumento de 24% se comparado ao mesmo período de 2013. O Brasil, ao contrário da Espanha, vive uma estabilidade econômica com pleno emprego, portanto, nada justifica estes resultados pífios a não ser a gestão equivocada de Jesús Zabalza (presidente do Santander Brasil) à frente da instituição no país.

Uma administração que para diminuir gastos, adota o corte de empregos, mandando para a rua pais e mães de família e sobrecarregando os que ficam. Cortando café, água, pãozinho, alterando a rota dos fretados, reduzindo vagas no estacionamento para pessoas com deficiência, alterando as notas de avaliação ou aumentando a metas no final do mês tendo como único objetivo a redução do pagamento da variável. É lamentável a forma como os trabalhadores brasileiros estão sendo tratados.

Os bancários do Santander estão sendo pressionados para além dos limites da capacidade humana, enquanto isso o banco oferece aos acionistas prêmios de 20% sobre o fechamento de papéis. É um total desrespeito.

Despesa com pessoal
– Com a redução de postos de trabalho no banco, a despesa com pessoal se manteve praticamente inalterada em um ano. Somou, incluindo a PLR dos funcionários, R$ 1,760 bilhão entre janeiro e março deste ano, uma alta de apenas 0,4% em doze meses, ou R$ 7 milhões. Por outro lado, as receitas provenientes de tarifas e serviços, cobrados dos clientes, somaram R$ 2,633 bilhões no primeiro trimestre, alta de 1,8% em doze meses (ou R$ 47 milhões).

Isso significa que só com esse montante, o Santander paga uma folha e meia de pessoal: a relação entre receita de serviços e tarifas e despesas de pessoal, que era de 147,5% no primeiro trimestre de 2013, subiu para 149,6% em março deste ano.

Crédito – A carteira de crédito ampliada do banco somou R$ 275,245 bilhões em março de 2014, com crescimento de 7,2% em doze meses e queda de 1,6% no trimestre. Em comparação com dois dos maiores bancos privados do país, Itaú e Bradesco, que já divulgaram seus balanços, o crescimento do crédito foi menor na instituição espanhola.

A carteira total de crédito do Itaú cresceu 11,4% em relação ao final de março de 2013 e apresentou pequena redução de 0,3% na comparação com o trimestre anterior. A do Bradesco foi ampliada em 10,4% em 12 meses e em 1,2% em relação ao quarto trimestre de 2013.

O conservadorismo do banco em relação ao crédito não encontra justificativa, já que o índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou queda de 2 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre do ano passado, ficando em 3,8% em março de 2014. Com isso, o Santander reduziu suas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em 19,2%, em relação a março de 2013.

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