
Ex-diretor do Banco do Brasil foi condenado no julgamento do mensalão. Juiz considerou que faltavam documentos e adiou decisão para outubro.
A Justiça italiana adiou para outubro o julgamento do pedido de extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão do PT.
Pizzolato, que tem cidadania italiana, fugiu do Brasil para não ser preso, mas acabou sendo capturado em Maranello, na Itália. O governo brasileiro pede que ele seja extraditado para que cumpra a pena no país. O Ministério Público da Italia também é a favor da extradição.
O julgamento estava marcado para esta quinta-feira (5) na Corte de Bolonha. Henrique Pizzolato, que está no Presídio de Modena, chegou a ser levado em um furgão policial para o tribunal, mas o juiz considerou que, para decidir sobre a extradição, faltavam documentos sobre as prisões no Brasil.
Pizzolato participou de um encontro com três juízes italianos. A decisão final sobre a extradição caberá ao Ministério da Justiça da Itália.
Procuradores do Ministério Público brasileiro também estiveram no tribunal, junto com o advogado Michele Gentiloni, contratado pelo governo para atuar no caso.
Pizzolato poderá recorrer da decisão que vier a ser tomada pelo tribunal. O caso é polêmico porque ele tem dupla cidadania (brasileira e italiana) e, por isso, o governo italiano pode se recusar a extraditá-lo.
A defesa do ex-diretor do BB argumentou à Justiça italiana que o Brasil não tem presídios em condições de garantir o respeito aos direitos humanos. O presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, informou às autoridades italianas que, se Pizzolato for extraditado, cumprirá pena no presídio da Papuda, nos arredores de Brasília.
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