
Com o falso discurso de levar os serviços bancários para os quatro cantos do país, as instituições financeiras empurram o cliente de baixa renda para os correspondentes e reservam as agências para o atendimento da elite.
Segundo dados do Banco Central, dos 5.587 municípios brasileiros, 1.973 não possuem uma agência ou posto de atendimento bancário. Em relação às regiões brasileiras, o potencial de inclusão é mais significativo no Nordeste, onde apenas 36% dos moradores possuem conta em banco.
O momento favorece a expansão dos serviços bancários, mas a grande questão é como isso vai acontecer. Hoje, a bancarização é realizada de forma segmentada e elitizada.
Seguindo essa lógica, as instituições financeiras devem priorizar o atendimento da população de baixa renda pelos correspondentes, enquanto que a elite deve ser atendida dentro da agência.
O BC argumenta que a criação de correspondentes visa à inclusão social. Mas, os fatos demonstram uma realidade bem diferente. A terceirização do serviço bancário não está sendo implantada apenas em cidades que não têm agências. Prova disso, é que 39.720 correspondentes estão no Estado de São Paulo.
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