
Além de contribuir para segurar a alta de dólar, a atuação do Banco Central no mercado de câmbio gerou ganho de R$ 16,8 bilhões até maio. O "lucro" se refere a leilões de contratos de swap cambial. O valor já supera o recorde de R$ 15,6 bilhões verificado em todo o ano de 2003.
O swap é uma troca. O BC fica com o risco cambial. Perde quando a moeda norte-americana sobe, mas pode ganhar quando ela se desvaloriza. Em troca, o comprador do papel paga a taxa de juros do período ao governo. Na prática, é como se o BC vendesse dólares, aplicasse os reais recebidos para render juros e recomprasse a moeda estrangeira no vencimento do contrato. Se a autoridade monetária compra os mesmos dólares por um valor mais baixo, embolsa esse ganho e ainda fica com os juros . É isso o que aconteceu neste ano. Essa receita teve um efeito importante sobre as contas do governo. Compensou praticamente todo o impacto negativo provocado pela alta da inflação e da taxa básica de juros (Selic) na dívida pública, que foi de R$ 17,1 bilhões.
O número se refere ao aumento no pagamento de juros da dívida corrigida pela Selic, por índices de preços e pela TR (Taxa Referencial) este ano, em relação aos cinco primeiros meses de 2013. Segundo o BC, a despesa líquida com juros em 2014 (excluindo as receitas de juros ), até maio, cresceu 1% em relação ao mesmo período de 2013, para R$ 102 bilhões. Sem o abatimento do swap, teria aumentado quase 20%. Analistas afirmam, entretanto, que essa sequência de resultados positivos pode mudar a qualquer momento.
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