
A seguradora italiana Generali acertou a venda do private bank suíço BSI para o brasileiro BTG Pactual por 1,5 bilhão de francos suíços (US$ 1,7 bilhão) em dinheiro e ações, se desfazendo de uma unidade deficitária e aumentando sua solidez financeira.
Para o BTG Pactual, o negócio implica uma expansão da área de gestão de recursos, com a adição de uma grande presença na Suíça. Segundo o banco, a transação possibilitará a formação de uma franquia de private banking internacional, com robusta base de capital, capaz de oferecer aos seus clientes soluções de investimento inovadoras e customizadas, com uma abrangência global e serviços diferenciados.
A transação, sujeita à aprovação regulatória, deve ser concluída no primeiro semestre de 2015.
O acordo, que o presidente-executivo da Generali, Mario Greco, chamou de "operação complexa", põe fim a mais de dois anos de pesquisa da Generali para encontrar um comprador adequado para um ativo que perdera apelo diante da implacável pressão dos Estados Unidos e outras nações ocidentais em relação ao sigilo bancário suíço.
A Generali, que tinha comprado o private bank suíço por cerca de 1,9 bilhão de francos suíços em 1998, esperava obter um montante semelhante com a venda da unidade. Mas, no final, a instituição foi forçada a aceitar um preço menor e vai registrar prejuízo líquido de 100 milhões de euros (US$ 136,4 milhões) com a transação.
Com o negócio, a seguradora completa um agressivo plano de desinvestimentos, vendendo € 3,7 bilhões em ativos não relacionados à área de seguros em cerca de 18 meses. A meta era de € 4 bilhões.
Sob os termos do acordo, a parcela que a Generali receberá em dinheiro será de 1,2 bilhão de francos suíços. Os 300 milhões restantes serão entregues em ações ordinárias e preferenciais do BTG Pactual.
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