
Duas pesquisas divulgadas nesta terça-feira, mostraram dados preocupantes do nível de endividamento da população brasileira. Segundo o levantamento “Perfil do adimplente e inadimplente”, realizado pelo SPC Brasil, cerca de quatro em cada dez brasileiros negativados — ou seja, que estão com contas atrasadas há mais de 90 dias e, por isso, tiveram os nomes inscritos no Serviço de Proteção ao Crédito — não têm intenção ou condições de quitar as dívidas nos próximos três meses.
Na mesma pesquisa, o cartão de crédito foi apontado como o principal motivo para o nome ter ficado sujo. Seis em cada dez (57%) inadimplentes estão com faturas do cartão atrasadas. Já o principal motivo que impede a quitação das dívidas, apontado por 33% dos inadimplentes, é a falta de controle ou planejamento financeiro.
Marcela Kawaudi, economista-chefe do SPC Brasil, explica que é difícil estabelecer um “percentual ideal” da renda para ser destinado ao pagamento do cartão de crédito.
— As pessoas costumam fazer a conta pra ver se a parcela cabe (no orçamento). Só que isso não deve ser feito. A parcela tem que caber e, ainda, sobrar algum dinheiro.
Segundo Kawaudi, a reincidência na inadimplência não é rara. Na pesquisa, 65% dos inadimplentes responderam que já tiveram o nome sujo antes
— Então, essa pessoa pagou a dívida, tomou outra e ficou com o nome sujo de novo — explica.
Mas há quem aprenda com o erro. Depois de ter ficado inadimplente, há alguns anos, o advogado Alamir Pereira, de 37 anos, raramente usa os dois cartões de crédito que possui:
— Hoje, eu me aperto um pouco e pago praticamente tudo à vista. Mas eu também acho que, em geral, os salários estão baixos. A renda não está acompanhando a manutenção do padrão de vida das pessoas.
A outra pesquisa de ontem, do Instituto Data Popular, mostra um pouco isso. No levantamento “O bolso da classe C”, 69% da classe média diz que está difícil pagar as contas. Para conseguir dar conta dos compromissos, a classe média toma as atitudes relacionadas abaixo:
O que os brasileiros da classe C fazem quando o dinheiro aperta:
81% economizam nas contas do dia a dia de manutenção da casa (luz, telefone, gás, água etc.)
75% comparam mais os preços
51% trocam por marcas mais baratas
23% diminuem a quantidade dos produtos
11% param de comprar
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