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PLANTÃO / BANCOS

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Bancos públicos darão 68% do socorro às distribuidoras

08/08/2014 às 09:10
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Os bancos públicos vão financiar 68% do novo empréstimo de R$ 6 6 bilhões que será concedido às distribuidoras para cobrir as despesas com compra de energia elétrica no mercado de curto prazo - cujo preço esta semana está em R$ 809 o megawatt hora (Mwh).

No primeiro empréstimo, anunciado em abril, os bancos públicos entraram com R$ 5 bilhões dos R$ 11,2 bilhões - ou seja, quase 45% do valor usado para socorrer as distribuidoras e evitar um repasse imediato do custo aos consumidores. Até o momento, oito bancos confirmaram participação no consórcio que financiará a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O dinheiro vai cobrir a conta em aberto das distribuidoras.

Custo

O custo do novo financiamento será mais elevado do que a operação montada em abril. A correção será equivalente ao CDI (taxa de juros interbancária) mais 2,35% ao ano. Na primeira operação, as distribuidoras se dispuseram a contratar recursos a um custo de CDI mais 1,9% ao ano.

Pela primeira vez, o Banco Nacional de Desenvolvimento, Econômico e Social (BNDES) participará do pool, liberando R$ 3 bilhões. Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Santander, BTG Pactual e Citibank financiarão R$ 3,6 bilhões. Essa composição, porém, ainda pode mudar, informou, na quinta-feira (07), o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Caffarelli. Outros seis bancos podem entrar na nova operação até 15 de agosto, prazo previsto para a liberação da primeira parcela do financiamento.

Se isso ocorrer, a participação desses sete bancos pode sofrer alteração. A princípio, Caixa e Banco do Brasil entrarão com R$ 750 milhões cada um. A fatia de cada banco, disse o secretário, segue a mesma proporção do empréstimo de abril.

Conta de luz

O impacto dos empréstimos na conta de luz poderá ser sentido a partir de 2015, disse Caffarelli, mas dependerá de uma série de variáveis. "Se vai ter ou não aumento da energia elétrica, não depende apenas do empréstimo, mas de várias variáveis."

"Quando a gente trabalha com essa equação, recursos estão sendo garantidos por novos encargos. Uma delas é chuva. O setor vai ter mais 5 mil megawatts médios em 2015." Ele assegurou que é "zero" o risco de racionamento hoje no Brasil.

O Ministério de Minas e Energia disse que os empréstimos elevarão em 2,6% a conta em 2015; 5,5% em 2016; e 1,4% em 2017. Mas a Agência Nacional de Energia Elétrica diz que a alta será de 8 pontos em 2015 e 2016.

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