
Em busca de melhores resultados para exibir aos acionistas e à matriz na Espanha, o Santander está extrapolando os limites. Para economizar com a folha de pagamento, a primeira medida, como de costume, é demitir. E isso o banco faz com gosto.
Levando em conta o número de demitidos (que ganham salários mais altos) e o número de contratados (que recebem o piso), o saldo tem sido invariavelmente negativo. Nos 12 meses encerrados em junho, o Santander extinguiu perto de 3 mil postos de trabalho. Com o quadro de funcionários cada vez mais reduzido, a solução encontrada pelo Santander é pressionar o pessoal para arrancar o máximo de cada um, mesmo burlando a legislação trabalhista.
O Sindicato dos Bancários foi informado de que o banco está obrigando alguns empregados a assinar um acordo individual de trabalho em que concordam em fazer horas extras, que podem ser diárias. O objetivo desse acordo, além da economia, é tentar preservar o banco em casos de fiscalizações por excesso de jornada. Para o Sindicato, esse acordo não tem validade, já que deveria ser negociado, e posteriormente celebrado, um acordo aditivo sobre o tema.
Outro abuso é a força-tarefa que está sendo realizada em faculdades. Funcionários, depois de trabalharem o dia todo, são obrigados a passar a noite tentando empurrar uma abertura de conta para os estudantes. E o pior: sem receber horas extras. O Sindicato conversará com o regional do banco para exigir a não extrapolação da jornada, já que horas extras são para ser realizadas em casos excepcionais.
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