
Hoje em dia, toda grande empresa se diz "socialmente responsável". Na prática, não significa nada, mas está na moda. O Santander, no entanto, não faz questão nenhuma de se fingir como tal. Não! O banco espanhol simplesmente passa por cima de qualquer empregado que cometa o "deslize" de, por exemplo, ficar doente, ter um filho...
Em julho, demitiu uma mulher que havia acabado de retornar da licença-maternidade, um gerente prestes a se aposentar (ambos de Bauru) e um bancário de Lençóis Paulista com histórico de lesões e problemas de saúde ocasionados pelo trabalho no banco. Felizmente, o Sindicato dos Bancários conseguiu reintegrar os dois últimos.
Agora, em agosto, o Santander mandou pro olho da rua um funcionário da cota de deficientes físicos. Esse trabalhador teve de passar por uma cirurgia, tirou licença médica e, com receio de perder o emprego, retornou ao trabalho depois de 20 dias, embora tivesse direito a 60 dias. De nada adiantou: ao retornar, foi demitido sem justa causa. Ele era assistente do gerente e tinha cinco anos de banco.
Por considerar essa demissão desumana e imoral, o Sindicato paralisou no dia 13 a agência da rua Primeiro de Agosto, que é onde ele trabalhava.
Lucrando e demitindo
No ano passado, quando lucrou R$ 5,7 bilhões, o Santander fechou 4.371 postos de trabalho. No primeiro semestre deste ano, já lucrou aproximadamente R$ 3 bilhões e eliminou outros 861 empregos.
Para o Sindicato dos Bancários, o Santander não está enfrentando nenhuma grave crise que justifique essas demissões em massa ? e muito menos as demissões de quem tira licença ou para ter um bebê ou para realizar cirurgias urgentes.
A entidade vai usar de todos os meios para lutar pela reintegração desse bancário. Vergonha!
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