
Microempreendedores individuais (MEI) e pequenas e médias empresas (PME) podem encontrar diferenças de até 938% nas tarifas na hora de abrir uma conta no banco. Diante do crescimento nos últimos 12 meses de 33% no número de contas entre as pessoas que estão iniciando sua vida empresarial, é preciso pesquisar as melhores taxas para não arcar com custos desnecessários.
Especialistas em finanças pessoais alertam ainda que o empreendedor precisa ficar atento, pois as instituições financeiras oferecem pacotes especiais para MEI e PME. No caso do MEI, a conta é aberta com o CPF do próprio empreendedor, o que garante taxas menores em relação às contas voltadas para as PMEs, que têm as suas linhas de crédito atreladas ao CNPJ.
No caso do MEI, o Banco do Brasil (BB) cobra um pacote de serviços de R$ 5 por mês. Em seguida, aparece Caixa, com R$ 21,50, Bradesco (R$ 27), Santander (R$ 47) e Itaú (R$ 51,90).
Em julho, só BB somou 207 mil clientes MEI, um aumento de 33,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já a Caixa, líder no segmento, tem 1,6 milhão de clientes classificados como MEI, seguido do Bradesco, com 881 mil clientes. Sobre a taxa referente ao pacote de serviços, o Bradesco tem isenção de cobrança de 100% por um período de 90 dias após a abertura da conta. Já o Santander cobra pelo pacote de serviços a partir de R$ 30, valor que varia conforme a quantidade de serviços incluídos. O Itaú não se manifestou.
Juros
Além dos microempreendedores individuais, as pequenas e médias empresas têm hoje uma extensa lista de serviços oferecidos pelos bancos. Nesse caso, o valor mensal do pacote de serviços varia conforme o porte da PME, tornando difícil uma comparação entre os bancos. Por isso, é preciso avaliar sua própria necessidade real. Caso semelhante ocorre com as linhas de crédito que vão de capital de giro a exportações.
Uma das linhas oferecidas por todos os bancos é o capital de giro, mas apresenta ainda diferentes versões, com juros a partir de 1,24% ao mês. A Caixa, que tem 1,850 milhão de PMEs, oferece a linha Capital de Giro, com juros de 1,24% ao mês e prazo de pagamento de até 40 meses. Já o Bradesco, com 1,5 milhão de PMEs, oferece dentro da categoria diferentes linhas, com taxas de juros a partir de 1,72% ao mês e prazos que podem chegar até 72 meses.
No caso do BB, que tem 2,3 milhões de PMEs, a linha Capital de Giro Mix Pasp conta com taxa juros de 2% ao mês, em média, e TR. O prazo de parcelamento vai até 24 meses, com até 90 dias de carência para pagar a primeira parcela. O Santander, que oferece a linha Giro Bonificado, informou que as taxas variam de acordo com o produto, a garantia e o perfil do cliente. Porém, destacou que bons pagadores podem ser isentos de até quatro parcelas. No Itaú, as taxas também variam de acordo com perfil do cliente.
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