
Correntistas que frequentam agências bancárias do Centro do Rio precisam ficar atentos a um novo golpe aplicado no momento de fazer depósitos nos terminais de autoatendimento. A enfermeira X., de 27 anos — que prefere não se identificar por temer represálias —, foi uma das vítimas. Na sexta-feira passada, ela foi a uma agência do Santander depositar R$ 650. Quando chegou, nenhuma das canetas do banco estava apta para uso.
— Havia um senhor de cabelos grisalhos parado, como se fosse fazer depósito também, com uma caneta, que ele me ofereceu. Coloquei meu dinheiro no envelope. Foi quando duas notas de R$ 2 caíram, porque ele as tinha jogado no chão. Ele disse: “são suas”. Quando me virei para olhar, ele trocou meu envelope por outro, onde só havia duas de R$ 10, sete notas de R$ 2 — contou a correntista.
Ao procurar um funcionário do Santander, X. soube se tratar de um bando, que atua na região quebrando as canetas que ficam nos balcões das agências. A partir daí, um dos golpistas sempre oferece outra ao cliente que precisa preencher um envelope. Enquanto o correntista se distrai, ele troca os depósitos.
Diretor do Sindicato dos Vigilantes e Empregados em Empresas de Segurança do Rio (SindvigRio), Jomar Firmino diz que os bancos também deveriam ter um segurança no hall que antecede a porta giratória.
— Isso ajudaria a coibir esses golpes. O bandido, ao ver o vigilante, pensaria duas vezes antes de agir — disse.
Segundo o advogado Antônio Laért Júnior, membro da Comissão de Direito do Consumidor do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), o banco é responsável pelo o que acontece nas agências:
— Não há duvida sobre essa responsabilidade do banco. Todos os mecanismos de segurança do banco existem para garantir o relacionamento do consumidor, sem riscos. Se o banco não ressarcir (o que o cliente perdeu), só resta ao consumidor ir ao Judiciário.
Ontem, terça-feira, numa ronda feita pelo EXTRA em oito agências da Caixa Econômica, Banco do Brasil, Santander e Bradescon na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, a reportagem encontrou segurança no hall de apenas uma: a da Caixa, na esquina da Avenida Presidente Vargas com a Rio Branco. Nas três agências da Caixa e na do BB que foram visitadas, não havia nenhuma caneta. Já nas duas agências do Santander e nas duas do Bradesco, havia canetas, que estavam funcionando normalmente, mas não havia segurança nos halls.
Em nota, o Santander informou que “cumpre as exigências previstas no Plano de Segurança previamente aprovado pelo Departamento de Polícia Federal, requisito essencial para o devido funcionamento da agência”. O banco acrescentou que, “sobre o caso citado na reportagem, está em contato com a cliente para esclarecer o caso”.
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