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SALVADOR (BA) - O modelo 3D está prestes a deixar as telas dos cinemas para desembarcar nos caixas eletrônicos dos bancos. Em nome da tecnologia, as instituições financeiras devem lançar, em breve, terminais ultra modernos, em que o cliente vivencia uma forma completamente nova de interagir com a empresa.
Com o novo modelo, não vai haver sequer espaço para inserir o cartão. Para usar o equipamento, basta aproximá-lo do sensor e pronto. A notícia até pode ser considerada boa para alguns, mas traz uma série de questionamentos.
Os novos caixas eletrônicos podem significar demissões à vista. Como o cliente vai poder fazer quase tudo na máquina, o trabalho do bancário, hoje já desvalorizado, fica pior ainda. O risco é o funcionário se tornar um mero vendedor de serviços.
Outro fato que deve ser levado em consideração diz respeito a segurança. Por mais que as instituições financeiras inventem fórmulas para melhorar o acesso do cliente aos serviços, para as explosões ainda não têm solução tecnológica e a população continua refém das quadrilhas especializadas.
Tem mais. Os bancos precisam explicar quem vai arcar com as despesas do caixa eletrônico 3D. Os correntistas brasileiros pagam os juros mais altos do mundo. Não é justo que as tarifas aumentem ou outras taxas apareçam para o consumidor pagar a conta da empresa de novo.
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