
O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou ontem em palestra para investidores em Londres que o Brasil pode tomar novas medidas para conter a valorização do real.
"Medidas a gente não antecipa, a gente toma e depois comenta. Estamos de olho nesse problema [valorização do real]."
Mas o ministro afirmou que os próximos alvos podem ser os mercados futuros e de derivativos.
Mantega disse que o problema é a desvalorização do dólar, causada pelas políticas monetárias dos EUA.
Pare ele, é interesse dos EUA manter o dólar fraco para aumentar as exportações e, assim, ajudar na recuperação econômica do país.
O ministro disse ainda que países desenvolvidos, como EUA e os da Europa principalmente, estão com políticas monetárias atípicas, porque precisam recuperar suas economias. Enquanto essas políticas persistirem, diz, haverá pressão sobre as moedas dos países que crescem mais, como o Brasil.
Depois, em conversa com jornalistas, Mantega se negou a comentar que medidas podem ser tomadas.
Em resposta a reportagens e artigos publicados na "The Economist" e no "Financial Times", que afirmaram que o Brasil está hiperaquecido e sob risco de uma bolha de crédito, o ministro disse que "a economia brasileira é quente, não superaquecida". Disse também que não há nenhuma bolha, nem imobiliária, nem de crédito, e que os bancos do país estão sólidos.
Mantega viaja hoje a Paris, onde participa de um seminário sobre o governo Dilma.
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