Siga-nos no Threads Siga-nos no TikTok Fale conosco pelo WhatsApp Siga-nos no Facebook Siga-nos no Instagram Siga-nos no X Siga-nos no Youtube

PLANTÃO / DIREITOS DO TRABALHADOR

Imprimir Notícia

Trabalhadores mais pobres serão atingidos pelas MPs 664 e 665

12/03/2015 às 10:10
SEEB Santos
A+
A-

Milhões de trabalhadores sem direito ao seguro-desemprego, limitação de acesso à abono salarial e privatização das perícias médicas do INSS são alguns dos malefícios previstos nas medidas provisórias 664 e 665, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O movimento sindical têm se articulado para combater essa série de ataques à classe trabalhadora.

Anunciadas em 30 de dezembro do ano passado, as MPs determinam diversas mudanças nas regras do Seguro-Desemprego, Abono Salarial, Seguro-Defeso, Pensão por Morte, Auxílio-Doença e Auxílio-Reclusão. De acordo com a pesquisa do Dieese, os prejuízos atingem essencialmente os trabalhadores de baixa renda.

Uma das alterações, da medida 665, aumenta a necessidade de meses de trabalho para que a pessoa acesse o seguro-desemprego. Na regra atual, para ter o benefício pela primeira vez eram necessários 6 meses ininterruptos de trabalho. Com a MP, o prazo é ampliado para 18 meses trabalhados ao longo dos últimos 24 meses.

De acordo com o Dieese, “A alta rotatividade no emprego não permitirá que uma proporção razoável de trabalhadores cumpra as exigências para o primeiro acesso ao seguro-desemprego, uma vez que quase metade (43,4%) da força de trabalho é demitida antes de seis meses no mesmo emprego”.

Já o auxílio-doença é um dos temas abordados na MP 664. Uma das mudanças que o texto traz é que o “o auxílio passa a ser pago apenas após 30 dias de afastamento, e não mais depois de 15 dias de licença médica”. Clique aqui e veja a íntegra da análise do Dieese. 

O governo alega que as medidas são um caminho para o ajuste de contas públicas e projeta uma economia de R$ 18 bilhões. Entretanto, ainda segundo dados do Dieese, o governo ajudou os empresários, nos últimos anos, com redução do IPI e outras desonerações, que representam em torno de R$ 200 bilhões de impostos não cobrados. Ou seja, dinheiro que deixou de ser arrecadado. Não faz sentido que o ajuste atinja justamente a parcela mais pobre da população.

SAÚDE - CAT
ÁREA DO CLIENTE
SOBRE

Sindicato dos Bancários do Maranhão - SEEB/MA
Rua do Sol, 413/417, Centro – São Luís (MA)
Secretaria: (98) 98477-8001 / 3311-3513
Jurídico: (98) 98477-5789 / 3311-3516
CNPJ: 06.299.549/0001-05
CEP: 65020-590

MENU RÁPIDO

© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!