Siga-nos no Threads Siga-nos no TikTok Fale conosco pelo WhatsApp Siga-nos no Facebook Siga-nos no Instagram Siga-nos no X Siga-nos no Youtube

PLANTÃO / CÂMBIO

Imprimir Notícia

Presidente do Banco Central alerta para risco cambial

06/07/2011 às 14:00
A+
A-

Apenas poucas horas após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter retomado as ameaças de adotar novas medidas para conter a valorização do real, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, fez um alerta às empresas brasileiras para que elas não se exponham demais ao dólar. Tombini lembrou que o regime cambial no Brasil é flutuante e que, por isso, não se pode supor que a moeda norte-americana cairá indefinidamente.

"É importante que o setor privado esteja atento à questão do hedge (proteção) de suas operações", disse Tombini, que participou de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Ele lembrou que a direção do câmbio pode abruptamente se inverter e causar prejuízos severos às empresas. Foi exatamente isso que ocorreu na crise de 2008/9, quando companhias como a Sadia e a Aracruz Celulose passaram por grandes apertos, com prejuízos bilionários causados por apostas altamente especulativas na valorização do real.

O presidente do BC destacou que o governo vem tomando medidas para conter os excessos de fluxos de moeda estrangeira para o Brasil.

Segundo ele, essas ações tiveram por objetivo evitar que um exagerado ingresso de moeda no País de uma hora para outra se reverta, causando instabilidade econômica e financeira. Além disso, tal situação estimulava o crescimento intenso do crédito interno, que o governo tenta moderar para combater a inflação.

A partir das medidas tomadas, Tombini destacou que neste ano há uma melhor composição dos fluxos, com maior presença de investimento estrangeiro direto (IED), que são voltados em tese para o setor produtivo - cerca de 60% do total - do que de demais fluxos (como investimentos em títulos e ações).

Apesar da advertência para que as empresas não apostem na valorização eterna do real, Tombini afirmou que a autoridade monetária não tem identificado grandes exposições de empresas privadas não financeiras em "derivativos exóticos", como ocorreu no fim de 2008.

Na audiência pública, o presidente do BC tentou mostrar otimismo com a trajetória da inflação. Segundo ele, o conjunto de ações adotadas (alta de juros e apertos fiscal e creditício) já começou a surtir efeito.

"Temos algumas indicações de que a demanda vem se moderando, que a economia vem crescendo em níveis mais compatíveis com a capacidade de oferta. Isto vai ajudar no processo de convergência da inflação para a meta de 4,5%", afirmou.

Tombini destacou que a política monetária (que já fez a taxa Selic subir 1,5 ponto porcentual desde o início do ano) atingirá sua potência máxima neste terceiro trimestre e deve seguir assim nos três meses finais deste ano. Sobre o fato de as projeções do próprio BC, divulgadas no relatório de inflação na semana passada, estarem apontando a inflação acima de 4,5% em 2012, Tombini preferiu enfatizar que as projeções indicam que o processo de convergência já está em curso.

"Obviamente, no plano internacional temos um cenário de grande incerteza. Tem havido revisões do crescimento da economia global para baixo", disse.

SAÚDE - CAT
ÁREA DO CLIENTE
SOBRE

Sindicato dos Bancários do Maranhão - SEEB/MA
Rua do Sol, 413/417, Centro – São Luís (MA)
Secretaria: (98) 98477-8001 / 3311-3513
Jurídico: (98) 98477-5789 / 3311-3516
CNPJ: 06.299.549/0001-05
CEP: 65020-590

MENU RÁPIDO

© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!