
Os juros que incidem sobre o rotativo do cartão de crédito -quando o consumidor deixa de pagar a fatura integral- alcançaram o maior patamar desde abril de 1999, superando os 290% ao ano, de acordo com pesquisa daAnefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada nesta quinta-feira (9).
Segundo a associação, a taxa cobrada do consumidor na modalidade passou de 11,67% ao mês (ou 276,04% ao ano) em fevereiro para 12,02% mensais (ou 290,43% ao ano) em março, afetada pelos aumentos recentes do juro básico (Selic) pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).
Em março, os juros médios para pessoa física atingiram 6,71% ao mês (ou 118% ao ano), maior nível desde agosto de 2011. Em fevereiro, a taxa era de 6,60% ao mês (ou 115,32% ao ano).
Os juros no cheque especial atingiram o maior patamar desde junho de 2003. A taxa média cobrada em março foi de 9,64% ao mês (ou 201,74% ao ano), ante 9,44% ao mês (ou 195,20% ao ano) em fevereiro.
A Anefac afirma que o aumento da inflação, de impostos e de juros afetam a renda das famílias e elevam o risco de inadimplência. A expectativa é de mais aumentos do juro médio, com a possibilidade de novas elevações da Selic nas próximas reuniões do Copom. As seis linhas de crédito pesquisadas pela Anefac registraram aumentos em seus juros em março.
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