
O SEEB-MA lamenta a morte do escritor e jornalista uruguaio Edurado Galeano. Ele morreu na manhã desta segunda-feira (13), em Montevidéu, aos 74 anos. A informação foi confirmada pela sua editora ao jornal "El País". Ele estava internado em um hospital na capital uruguaia desde sexta-feira e não resistiu à complicações decorrentes de um câncer no pulmão, diagnosticado em 2007.
Sua obra mais conhecida é "As Veias Abertas da América Latina", publicado em 1971, onde Galeano analisa a História da América Latina, desde o período colonial, argumentando contra o que considerava como exploração econômica e política do povo latino-americano pela Europa e pelos Estados Unidos. O livro tornou-se um clássico entre os intelectuais de esquerda da América Latina e o forçou a se exilar na Argentina com o golpe militar no Uruguai em 1973.
Combinando análise política com jornalismo e ficção, Galeano desvendou a alma da América Latina em obras como "Memória do Fogo", trilogia em que dissecava as principais figuras históricas no período colonial do continente, o que lhe rendeu comparações a John Dos Passos e Gabriel García Marquez. A trilogia foi premiada pelo Ministério da Cultura do Uruguai e recebeu o American Book Award (Washington University, EUA) em 1989.
Trajetória
Escritor, jornalista e ensaiísta, Eduardo Germán María Hughes Galeano nasceu em 3 de setembro de 1940 e era considerado uma das maiores referências da esquerda latino-americana.
Na juventude, trabalhou como operário, pintor, mensageiro e bancário, entre outras ocupações. Galeano começou sua carreira de jornalista como caricaturista e cronista. Já nos anos 1960, chegou a editor do jornal "Marcha".
Sua principal obra, "As Veias Abertas da América Latina", foi publicada em 1971. Em 1973, como o golpe militar que tomou o poder no Uruguai, ele foi preso e obrigado a deixar o país e sua obra foi censurada pelas ditaduras do Uruguai, Argentina e Chile.
Galeano exilou-se primeiro na Argentina, de onde teve que sair após o golpe também naquele país, e depois na Espanha. Ele só retornou ao Uruguai em 1985, após a redemocratização, e fez parte da comissão pela revogação da lei que impedia o julgamento dos crimes cometidos pelo regime militar em seu país.
Em 2007, Galeano teve que se submeter a uma cirurgia para tratar um câncer no pulmão.
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