
Novamente começam rumores sobre uma possível quebra da nossa Caixa de Assistência. Já vimos isso outras vezes. E logo depois, o Banco e a direção da Caixa, muitas vezes com o apoio da Contraf CUT, iniciam um período de terror, já apontando para medidas “saneadoras” que, na verdade têm o objetivo de desonerar/desobrigar o Banco e jogar todo ônus sobre as costas dos associados, tais como: aumentar a mensalidade, retirar direitos, diminuir a solidariedade e pasmem, desta vez sugeriram cobrar franquia nas intervenções cirúrgicas e internações. O Boletim Pessoal assinado por Carlos Neri afirma que a proposta do banco era suspender o programa farmacêutico e de atendimento de doentes crônicos.
Segundo documento do diretor do Banco, Carlos Neri, “eles até poderiam cortar a CASSI dos aposentados (imaginem!), mas como são magnânimos, não o farão (?)”... O banco inclusive criou um site com nome de CASSI em debate, mas que não tem nenhum tipo de debate porque expõe somente a posição da diretoria do BB.
As reformas estatutárias anteriores, de 1996 e 2007 abriram o espaço para o banco se desobrigar do financiamento da CASSI. Em 1996, dentre outras coisas, a reforma desobriga o Banco a cobrir eventuais déficits da CASSI e aumenta a contribuição dos associados em 3 vezes (de 1% para 3%), aumentando a contribuição do BB de 2% para apenas 4,5%, na verdade reduzindo-a de 2 vezes a 1,5 vez em relação à participação dos associados.
Em 2007, deixa o Banco mais livre ainda de seu compromisso com a saúde dos funcionários, cria a coparticipação em exames e acaba com a proporcionalidade da contribuição do BB em relação à do funcionalismo, fixando-a em 4,5%. Estranhamente não vemos por parte dos eleitos da CASSI e da Contraf CUT contraproposições como a defesa do antigo PCS, com interstícios de 12% a cada 3 anos que, em consequência, aumentariam significativamente as contribuições à CASSI. E, também, a volta da contribuição do Banco com o dobro da contribuição dos funcionários.
Ninguém fala, seriamente, dos ralos por onde escoam os recursos da Caixa. Queremos uma auditoria externa nas contas da CASSI. Muito poderá ser feito pela CASSI sem onerar o funcionalismo. Não nos esqueçamos que a Cassi é um benefício indireto utilizado pelo Banco, como atrativo para nos mantermos na empresa. E no BB, assim como nos Bancos em geral, o patamar do lucro cresce muito mais que os custos do mercado de saúde.
Todos nós devemos estar atentos a mais uma possível consulta, via SISBB, para referendar outra reforma lesiva aos nossos interesses. Precisamos construir um plano de mobilização e luta com o conjunto de funcionários que unifiquem o conjunto da categoria em defesa do patrimônio de todos os funcionários que é a CASSI. O banco hoje é responsável em grande medida pelo aumento do adoecimento dos funcionários e pelo achatamento salarial e agora que transferir a conta para os bancários pagar.
Bom senso e respeito aos trabalhadores não faz mal a ninguém !
Nossa saúde agradece.
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
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