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PLANTÃO / AÇAILÂNDIA

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Celebração do 1º de Maio em Açailândia marcado por várias atividades

O feriado de 1º de Maio foi marcado por várias atividades na Praça da Bíblia em Açailândia

05/05/2015 às 16:25
Ascom/SEEB-MA
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O movimento Rede de Cidadania Açailândia organizou as atividades celebrativas ao dia do trabalhador em Açailândia-MA. A programação culminou nas atividades de 30/04 (Palestra - Siderurgia: Crise, desafios e perspectivas) e 1/05 (evento público na Praça da Bíblia).

Os eventos reuniram em torno de 16 entidades daquelas que compõem a base do movimento do município, entre sindicatos, associações, grupos religiosos, estudantes, movimentos populares e outros. Momentos fortes de debates, reflexões e encaminhamentos necessários para a intervenção social sobre a situação econômica, social e política em Açailândia.

30/04- Palestra SIDERURGIA: Crises, Desafios e Perspectivas

No evento de quinta-feira, mediado pelo Sindicato dos Bancários, no salão de eventos da Igreja de São Francisco de Assis, o palestrante Professor Marcelo Carneiro, pesquisador formado em Ciências Sociais, do quadro atual da Universidade Federal do Maranhão, facilitou o debate sobre o tema SIDERURGIA: Crises, Desafios e Perspectivas. O professor, a partir de dados oficiais coletados em institutos oficiais de pesquisas econômicas, trouxe elementos recentes sobre a evolução da atividade econômica da siderurgia no eixo Pará-Maranhão, em Açailândia, e no Brasil, num paralelo com o ocorre no restante do mundo.

Algumas reflexões foram debatidas: Existe Crise? Pra quem, para as empresas do setor ou para o(a) trabalhador(a)? Ou o que ocorre é uma fase natural do sistema econômico onde há oscilação normal de um mercado de commodities (comércio de produtos minerais)?

Muitas demissões no setor siderúrgico estão ocorrendo em todo o Brasil onde a exploração do minério voltado para a produção de ferro-gusa é voltada majoritariamente para a exportação do mineral para os Estados Unidos, o principal comprador do minério.

De fato, há um problema insolúvel na atual conjuntura econômica onde a exportação de commodities, aqui o minério, é tida como política de Estado no Brasil, pois a produção de ferro-gusa depende da oscilação da economia dos Estados Unidos que por sua vez sofre influência do comércio Chinês que ultimamente tem sofrido uma retração.

Em nível internacional a situação atual não configura crise profunda, pois há estoques de minérios e mesmo o câmbio dólar/real desvalorizado aqui no Brasil ajuda no resultado positivo das empresas (As siderúrgicas norte-americanas já pressionam o governo de lá para barrar o mineral chinês).

Há uma contradição, se mantém as taxas de lucros, mesmo que em patamares inferiores, por que a classe trabalhadora do setor deve ser penalizada com as demissões e assim acarretar um efeito cascata que reflete negativamente nos setores de serviço, indústria e comércio?

Além disso, há a existência no mercado alternativo da venda de madeira de reflorestamento e beneficiamentos pela Suzano e o beneficiamento do minério de ferro. Portanto, uma parceira entre os entes econômicos que diversificam sua atuação para manter suas altas taxas de retorno.

Por outro lado, o que se constata nas mídias conservadoras é uma propagação tendenciosa de uma pseudo-crise dessas empresas e a omissão das violações de direitos das comunidades regionais pelo Brasil afora, especialmente no eixo Pará-Maranhão (e Açailândia) orquestradas por estes grupos econômicos (Vale, siderúrgicas, subsidiárias e terceirizadas).

Potencializando o agravamento da situação para a classe trabalhadora na siderurgia e para todos os outros setores, estar prestes a viger no país o projeto de lei 4330 - o vulgo projeto das terceirizações, que vem precarizar ainda mais as relações de trabalho, especialmente a substituição dos empregados contratados pelos terceirizados com redução de salários, perda de direitos e de garantias para a classe trabalhadora como um todo.

Dessa forma, a solução para a Siderurgia no Brasil é quebrar esse modelo econômico, como destaca Eloy Natan do Sindicato dos Bancários, que perpetua o colonialismo secular no Brasil e ataca a classe trabalhadora e a sociedade, beneficia uns poucos e nos deixa vulneráveis sob dependência do mercado externo. A nova práxis deve ser pautada na autonomia do Estado Brasileiro para a proteção do emprego e a diversificação das atividades econômicas de forma a fortalecer o tecido sócio-econômico em parceria com os institutos educacionais reestruturados sob o fortalecimento das faculdades de acordo com a vocação e as peculiaridades regionais. Ainda, a concessão de benefício público às empresas da siderurgia deve ser condicionada ao cumprimento de contrapartidas socio-ambientais, manutenção e qualidade do emprego em toda a cadeia produtiva do ferro-gusa.

01/maio - Celebração dia do trabalhador

Na sexta feira, 01 de maio, mediada pelo CDVDH-CB e Sindicato dos Bancários, a celebração do dia do trabalhador, aconteceu na Praça da Bíblia com a presença das várias entidades do Movimento Rede de Cidadania Açailândia, outras entidades e muitos populares.

Atividades culturais, estudantis, religiosas e da classe trabalhadora propiciaram a participação de muitos jovens, professores, comerciários, esportistas, capoeiristas, servidores públicos e privados, crianças, mulheres, idosos, deficientes físicos, cantores da terra, advogados, sindicalistas, padres, mãe de santo, pastores e outros. Na programação, o sindicato dos Bancários fez a abertura do evento.

O Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos apresentou as atividades culturais de teatro (Xico Cruz e atores) e dança (CDVDH -CB núcleo Vl Bom Jardim). Os alunos do ensino médio da rede estadual da C.E José Cesário apresentaram trabalhos de pesquisas coletadas no bairro Vila Ildemar abordando os problemas de Infra-estrutura, Saúde e Transporte e apresentando soluções. O cantor da terra Luizinho animou com músicas populares.

Um momento marcado de reflexões sobre o tema, emoções, fé e união foi a celebração do ato ecumênico presidido pela Igreja Vida, o Centro Espiritualista Filhos do Oriente Maior e a Igreja Católica Apostólica Romana - Paróquia Santa Luzia. As lideranças religiosas o pastor Salvador, o irmão comboniano Antonio Soffientini, Padre Pablo e Padre Dario e a Cigana Zazuleia Zayda de Oxum, yalorixá (mãe de santo) celebraram e oraram juntos com a comunidade reunida pela Justiça social no mundo do trabalho onde as autoridades públicas, as empresas dos nossos municípios e toda a classe de trabalhadores cooperem para o bem-comum de toda a sociedade.

No encerramento do evento as lideranças populares e sindicais destacaram as lutas que cada movimento organizado faz em Açailândia: Professor Gislaylson (Pastoral da Juventude), a assistente social Fabrícia (CDVDH-CB), Elivelton (Sindicatos dos comerciários), Professora Maria da Paz (Sintrassema - sindicatos dos servidores de Açailândia-MA), Professor Milton (Sinproessema - Sindicatos dos profissionais da educação em estabelecimentos de ensino no Estado do Maranhão), Professor Francisco (Sindicados dos Bancários do Maranhão) e Luizinho (cantor).

Além das entidades citadas também participaram da programação ADEFIA, Arca-FM, Associação dos Moradores do Jacu, Associação dos Moradores do Piquiá (30/04), Centro Frei Tito, Paróquia São João Batista (30/04), ACEMA (concessionários do Mercado Municipal de Açailândia), Grupo de capoeira Raízes do Brasil e lideranças de Imperatriz e São Luís.

Todas as falas ao longo do evento citaram o projeto de lei 4330 - o vulgo projeto das terceirizações, que foi aprovado no Congresso Federal (e agora segue para o Senado e para a sanção da presidenta) que precariza as relações de trabalho, promove a instabilidade jurídica das garantias trabalhistas conquistadas até então, facilita a substituição dos atuais contratados diretamente pelas "empresas-mãe" pelos profissionais das empresas terceirizadas, aumentando a lucratividade da classe empresarial com a redução dos salários e a precarização das condições de trabalho que acarreta o alto índice de 80% de acidentes e mortes no trabalho entre os quase 12,7 milhões de terceirizados contra os atuais 35 millhões de trabalhadores contratados diretamente pelas empresas. Agora, é reforçar as lutas contra essa e outras agressões à classe trabalhadora.

Assim, mais do que nunca, para o contexto de Açailândia-MA, faz-se necessário a ação de "Trabalhadores e trabalhadoras do mundo, uni-vos!"

Movimento Rede de Cidadania Açailândia-MA

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