
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,15% em junho, após alta de 0,47% em maio, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa acumulada em 12 meses subiu 6,71% até junho, maior taxa desde junho de 2005, ante 6,55% até maio, acima do teto da meta perseguida pelo governo.
A aceleração da taxa em 12 meses apesar do arrefecimento no mês ocorre porque em junho de 2010 o IPCA foi menor que em junho deste ano, com leitura zero. A meta perseguida pelo governo tem centro em 4,5% e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Ou seja, o IPCA em 12 encontra-se, pelo terceiro mês seguido, acima do teto, que é de 6,5%.
“A forte redução na taxa de crescimento do IPCA de maio para junho é explicada, em grande parte, pela deflação registrada no grupo Alimentação e bebidas…, aliada à queda ainda mais intensa do grupo Transporte”, disse o IBGE em nota. Os preços dos alimentos passaram de alta de 0,63% em maio para queda de 0,26% em junho. Os de Transportes caíram 0,61% agora, após recuarem 0,24% em maio.
Os alimentos haviam subido muito meio ao avanço das commodities e problemas de oferta de alguns produtos, enquanto os combustíveis foram pressionados pela entressafra da cana-de-açúcar, utilizada no álcool combustível. Agora, eles devolvem parte dessa alta. Os destaques de queda em alimentação foram batata-inglesa e cenoura. Dentro de Transportes, a gasolina declinou 3,94%, sendo a principal contribuição negativa para o IPCA do mês, de menos 0,17 ponto percentual, enquanto o álcool baixou 8,84%.
Os custos do grupo Habitação desaceleraram a alta, de 0,97% para 0,58%, em razão do menor impacto dos reajustes de tarifa de água e esgoto, aluguel, condomínio e energia elétrica. á os preços de Vestuário subiram mais, em 1,25% em junho contra 1,19% em maio. O índice de difusão do IPCA, calculado por economistas, desacelerou para 58,9% em junho, ante 64,8% em maio.
Meta
Alguns economistas não descartam que o rompimento do teto se prolongue até dezembro, mas a maioria prevê para o fechamento de 2011 uma taxa um pouco abaixo de 6,5%. A última vez em que a inflação não cumpriu a meta foi em 2002. Em 2003 e 2004 a meta teve que ser ajustada para cima para evitar novos rompimentos. O governo vem tomando medidas nos lados monetário e fiscal para conter a inflação, visando levar a inflação para o centro da meta em 2012.
Recentemente, o Banco Central elevou suas previsões de inflação para 2012 e reiterou que o aperto terá que ser feito por período “suficientemente prolongado”, levando grande parte do mercado a revisar suas previsões para a Selic, passando a última alta de julho para agosto.
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