
Sustentabilidade foi o principal assunto debatido na reunião entre representantes sindicais e Banco do Brasil.
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O SEEB-MA, representado pelo diretor Luiz Augusto, participou de reunião do Conselho de Usuários da Cassi-MA no dia 15/07, no auditório da AABB, em São Luís. O principal assunto debatido foi a sustentabilidade da Cassi. A próxima reunião do banco com as entidades representativas do funcionalismo será no dia 24/07.
Leia abaixo o texto Em busca de uma Cassi saudável, publicado na revista Conexão AAFBB.
Em busca de uma Cassi saudável
Para um plano de saúde se manter saudável é preciso que suas contas estejam em dia. E com a Caixa de Assistência os Funcionários do Banco do Brasil, a Cassi, não é diferente. A instituição fechou o ano de 2014 com um déficit de R$ 108 milhões, relativo ao resultado consolidado de R$ 177 milhões de déficit do Plano de Associados, e um superávit de R$ 68 milhões dos Planos Cassi I e II. Esse fechamento de contas negativo no Plano de Associados vem acontecendo há muitos anos, de acordo com os estudos realizados pelos representantes do Corpo Social.
Por isso, os gestores – Banco do Brasil e Corpo Social – precisam encontrar uma solução que traga equilíbrio ao Plano de Associados com o intuito de manter a Cassi sustentável, solidária e sem perda de qualidade na prestação de serviços de saúde.
Para Loreni de Senger, conselheira deliberativa eleita da Cassi e vice-presidente do conselho Deliberativo da AAFBB, a situação atual é preocupante e precisa ser resolvida o quanto antes. “Por causa do déficit no Plano de Associados, o Conselho Deliberativo da Cassi não aprovou o orçamento de 2015. Com isso, a Caixa de Assistência está em regime de contingência, o que inviabiliza processos como a assinatura de novos contratos”, explica.
Com o regime de contingência, o poder de decisão passa a ser do Conselho Deliberativo da Cassi, que se tornou responsável, por exemplo, pela folha de pagamentos e pelo cumprimento de contratos assinados “ Não existe um prazo para definir o que deve ser feito, mas é urgente que o problema seja solucionado, porque as reservas livres da Cassi só devem durar até o final do ano. A partir daí, teremos sérios problemas para manter a saúde e o equilíbrio do Plano de Associados com o descredenciamento de prestadores de serviços, podendo, inclusive, haver intervenção da Agência Nacional de Saúde (ANS)”, revela Loreni.
Celia Larichia, presidente da AAFBB, lembra que o déficit existe há mais de dez anos, mas que, com aportes extras feitos pelo banco, além das receitas advindas do Benefício Especial Temporário (BET), era possível contornar o problema. Com a ausência de receitas extras desde 2014, ela explica que a crise se agravou e, por isso, é necessário tomar medidas emergenciais e estruturantes para garantir a sustentabilidade da Cassi. “É preciso encontrar soluções de curto e de longo prazo para manter o equilíbrio da Cassi com qualidade no atendimento aos associados, sem que nenhum benefício seja perdido. Uma gestão eficiente e compartilhada entre os representantes eleitos e o banco e totalmente voltada para os interesses dos associados é o melhor caminho”, afirma.
Propostas em discussão
Em maio, foi formada uma mesa de negociações – integrada pelas entidades nacionais representativas do funcionalismo na ativa, aposentados e pensionistas (AAFBB, Anabb, Faabb, Contraf e Contec) – com o objetivo de discutir as propostas apresentadas e contribuir para a solução do problema, o que exige de entidades e associados união e comprometimento para um futuro sustentável para a Cassi. O BB, na rodada de negociações, propôs:
1.Repassar para a Cassi os R$ 5,830 bilhões que estão provisionados no balanço do banco como compromisso com os aposentados (CVM 6995);
2.Utilizar os valores existentes nas reservas obrigatórias da Cassi no custeio da entidade (cobertura do atual déficit e implantação das medidas estruturantes propostas pelos eleitos). O banco propôs ainda que, em caso de déficits futuros, estes sejam rateados somente entre os associados, a serem pagos no ano seguinte em 12 parcelas mensais.
As entidades participantes da mesa de negociações não aprovaram a proposta apresentada pelo banco porque não atende aos interesses dos associados. “A proposta também previa iniciativas em curto prazo, como a redução de programas de saúde já estabelecidos; ampliava a coparticipação dos associados e criava uma franquia para os casos de internação médica. Em longo prazo, o ônus de qualquer problema ficaria apenas para os participantes. Isso não pode ser aceito”, declara Loreni. De acordo com ela, o princípio de solidariedade que existe desde a criação da Caixa de Assistência é inegociável.
Já a proposta dos dirigentes eleitos prevê: aportes de dinheiro feitos pelo Banco do Brasil para que as mudanças na gestão da Cassi sejam realizadas nos próximos dois anos; ampliação do atendimento integral à saúde por meio da Estratégia de Saúde da Família e manutenção de programas de prevenção às doenças. ”Investir em iniciativas que previnam doenças pode melhorar a vida dos nossos participantes, alem de gerar economia para o Plano”, defende Loreni.
A presidente da AAFBB confirma que a posição da Associação é em defesa dos direitos dos participantes e que, por isso, é indiscutível a manutenção do princípio de solidariedade. Ela alerta que a inflação da saúde, a longevidade dos participantes e as novas tecnologias, cada vez mais caras, são fatores que impactam de forma relevante os custos dos planos de autogestão como a Cassi.
“O objetivo é estar sempre em favor do associado da Cassi. Por isso, não aceitamos que o BB se exima das suas responsabilidades com a saúde dos aposentados, pensionistas e ativos. Alem disso, entendemos que, se houver déficits futuramente, os valores devem ser rateados entre associados e o patrocinador. Essas são premissas inegociáveis”, conclui Celia.
Enfim, a ‘batalha’ em favor da sustentabilidade da Cassi continua. É fundamental que os participantes procurem se informar e debater o assunto. Devem ainda acompanhar as noticias pelos sites da AAFBB e de outras entidades porque poderão ser chamados a deliberar sobre propostas que envolvem alterações estatuárias.
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