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PLANTÃO / BANCOS

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Brasileiros renegociam mais as dívidas, mas ainda atrasam pagamento

Um sexto do valor renegociado teve atrasos maiores que 90 dias; na imagem, matrizes de notas de real

09/09/2015 às 16:20
Folha de São Paulo
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A renegociação de dívidas entre consumidores e bancos cresceu 30,5% nos sete primeiros meses de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Banco Central.

São consumidores que assumiram o compromisso de quitar a nova dívida em três anos, em média, mas nem todos conseguem manter as prestações em dia, apesar de terem esticado os prazos e reduzido as taxas cobradas.

Do valor renegociado, um terço teve o pagamento atrasado em pelo menos 15 dias. Os atrasos superiores a 90 dias, quando o consumidor é declarado inadimplente e o seu nome vai parar nos serviços de proteção ao crédito, representam metade desse volume, segundo o BC.

O aumento das renegociações reflete, principalmente, a piora nas condições de crédito e no mercado de trabalho. Nesse mesmo período, as concessões de financiamentos ao consumo cresceram 4%, ou seja, tiveram retração em termos reais (descontada a inflação de quase 10%).

Os dados do BC mostram que os consumidores têm obtido descontos ao renegociar débitos bancários. A taxa média nessas operações estava em 46% ao ano em julho, menos da metade do verificado no crédito pessoal (114%) e bem inferior à do cheque especial (247% ao ano).

Uma explicação para a taxa menor, segundo o BC, é que dívidas de cheque especial ou cartão de crédito, após a renegociação, ficam mais semelhantes a empréstimos pessoais, com cronograma definido de prestações.

Além disso, a renegociação é realizada em condições de juros e prazo que possibilitem ao devedor a retomada dos pagamentos. "É natural, portanto, que as taxas de juros renegociadas sejam mais baixas", diz o BC.

REINADIMPLENTES
Dados da Boa Vista SCPC, que incluem dívidas com bancos e outros credores, como prestadoras de serviços, mostram que a chamada reinadimplência cresceu em julho, para 61,3%.

O índice aponta o percentual de devedores que, mesmo depois de limparem seu nome, voltaram a entrar no registro de inadimplentes.

Segundo Flávio Calife, economista da Boa Vista, a média histórica do indicador gira em torno de 50%. Desde 2014, no entanto, ele fica acima disso, um indício do mau momento econômico no país.

"O consumo está retraído, o que reduz o ritmo de crescimento da inadimplência em geral. Ainda assim, as pessoas não estão conseguindo pagar suas dívidas", afirma.

O aumento do desemprego, a queda na renda real –também consequência da inflação– e a alta dos juros no país complicam o quadro.

"O uso do rotativo do cartão de crédito e do limite de cheque especial cresceram neste ano. Esses segmentos costumam apresentar alta quando há menos renda disponível na economia", diz.

Para ficar com o nome sujo, o consumidor precisa ficar 90 dias sem pagar uma conta ou parcela da dívida. Ao renegociar, ele sai do registro de devedores após o pagamento da primeira parcela.

Embora a pesquisa não aponte a proporção de consumidores que já renegociaram suas dívidas e voltaram a ficar inadimplentes, Calife afirma que eles representam boa parte do índice de 61,3%. "Sem dúvida, boa parte disso é renegociação", afirma.

Dicas para renegociar dívida
Faça as contas

—Entenda seus ganhos líquidos e despesas fixas e variáveis e o quanto pode ser disponibilizado para quitar a dívida atrasada.
—Existe renda extra (bens ou bonificação salarial) que permita fazer uma proposta à vista para quitar a dívida?

Proposta
—Negocie diretamente com o credor, sem contratar intermediários, que cobram taxas adicionais pelo serviço.
—Se não estiver de acordo com a proposta do credor, faça uma contraproposta, considerando as contas feitas previamente. Não assuma um compromisso que não será cumprido.

Cuidados pós negociação
—Evite assumir uma nova despesa com a qual você não poderá arcar.
—Tenha certeza de que pode contar com dinheiro de terceiros ou com a venda de bens ainda não comercializados.
—Cumpra os novos prazos de pagamento até o final.

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