
Em virtude da falta de empregados, bancários remanescentes estão tendo que "tocar agências praticamente sozinhos".
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“Não estamos pedindo aumento, reconhecimento, nem consideração. Pedimos, apenas, a contratação urgente de mais bancários, que tirem o peso de uma agência inteira das costas de uma pessoa só”.
Este é apenas um dos desabafos que o SEEB-MA tem recebido diuturnamente denunciando o descaso, o desrespeito e as péssimas condições de trabalho nas agências do Itaú, no Maranhão.
Em virtude da falta de empregados, os bancários remanescentes estão tendo que “tocar agências praticamente sozinhos”, enfrentando problemas como a extrapolação de jornada, a sobrecarga de trabalho, as metas abusivas, o assédio moral, além das reclamações dos clientes, insatisfeitos com a espera excessiva nas filas.
“O pior é que ainda nos pedem sorriso no rosto e brilho nos dentes, mas, ultimamente, o brilho nos meus olhos tem sido o das lágrimas só de lembrar que, amanhã, mais uma jornada extenuante e solitária me aguarda em minha agência” – lamentou uma bancária.
Questionada pelo SEEB-MA, a direção do Itaú informou que esse não é o momento de contratar e que o quadro enxuto é visão do banco. O próprio presidente da instituição, Roberto Setubal, declarou recentemente que o objetivo do Itaú é reduzir em 15% o número de unidades físicas, investindo apenas em agências digitais, ou seja, nos serviços via internet e smartphones.
Para a diretora do SEEB-MA, Edna Vasconcelos, a declaração de Setubal evidencia que a única preocupação do Itaú é com o lucro, não com os empregados remanescentes nem com a população carente, que precisa de mais agências e de mais bancários para usufruir de um atendimento de qualidade.
Vale ressaltar, ainda, que essa ‘visão digital’ do Itaú não se deve à crise financeira pela qual atravessa o país. Afinal, com lucro semestral na ordem dos R$11 bilhões, o Itaú não conhece crise. “Graças a nós, bancários, que temos que nos virar nos trinta para vender seguros e uma infinidade de produtos para assegurar essa alta lucratividade, à custa, muitas vezes, de nossa saúde física e mental” – relatou outro bancário.
Diante disso, “temos que nos mobilizar, inclusive os que se dizem felizes com a exploração do banco, a fim de discutir estratégias para combater esse futuro tenebroso que se desenha, onde milhares poderão ficar desempregados devido à ‘visão digital’ já implantada pelo Itaú” – afirmou a diretora do SEEB-MA, Gerlane Pimenta.
O primeiro passo, na visão do SEEB-MA, é se engajar na Campanha Salarial deste ano e exigir do Governo Dilma a ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as demissões imotivadas. Vamos à luta!
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