
Os deputados aprovaram na noite da última terça-feira (15) a MP (Medida Provisória) que aumenta o limite para empréstimo consignado. Segundo a proposta, que passa de 30% para 35% o endividamento máximo, esse maior percentual só pode ser usado para quitar dívidas com cartão de crédito.
Esses 5% a mais podem ser usados também para pagar dívidas de saques efetuados com cartão de crédito. O texto ainda precisa ser avalizado pelos senadores antes de seguir para sanção da presidente.
Segundo o relator da MP na comissão especial que a analisou, o senador Valdir Raupp, a ideia é mudar o perfil da dívida. "Aposentados e pensionistas estão se atolando em juros", afirmou. Ele admitiu que o crédito consignado não é a solução dos problemas dos endividados, mas é melhor que cartão de crédito.
Atualmente, quem recebe R$ 2 mil, pode comprometer até R$ 600 com empréstimo consignado. Caso a MP passe pelo Senado, esse valor salta para R$ 700, mas os R$ 100 a mais só podem ser usados para quitar dívidas com cartão.
Durante a votação da MP, houve polêmica sobre a capacidade dos cidadãos de pagarem ainda mais dívidas. Enquanto uns achavam que isso vai comprometer ainda mais o já combalido servidor público, o trabalhador brasileiro que vive espetado em um cheque especial e no cartão de crédito, outros vêem a proposta é uma forma de bancos aumentarem os lucros "sem que o servidor tenha como fugir desse crédito".
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