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DESTAQUE / CAMPANHA SALARIAL

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Sobre o adiamento do calendário da Campanha Salarial

FENABAN anunciou que a apresentação da proposta econômica somente ocorrerá no dia 25 de setembro.

16/09/2015 às 09:03
Oposição bancária
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Ontem a FENABAN anunciou que a apresentação da proposta econômica somente ocorrerá no dia 25 de setembro. Não houve qualquer justificativa para nos impor mais 9 dias de enrolação. É bom lembrar que nossa data base já venceu em 30 de agosto . É importante refletirmos os motivos pelos quais os bancos se sentem a vontade para impor sua dinâmica nas negociações.

Isto só ocorre porque até agora a campanha salarial não saiu das manchetes dos jornais dos grandes Sindicatos. Não houve assembleias, nem paralisações. Não houve pressão.

E, pior que tudo, depois deste adiamento, a CONTRAF/CUT mantém a mesma dinâmica : apenas esbraveja, mas não convoca assembleias , não organiza uma resposta envolvendo a categoria.

Opinamos que este adiamento ajuda apenas aos banqueiros e ao governo. Em primeiro lugar, porque evita uma unificação com a greve dos Correios e a possível greve de petroleiros que está indicada para o dia 24/09.
Em segundo, o adiamento faz que nós bancários fiquemos mais estrangulados com cartão de crédito , cheque especial , facilitando o clima para aceitação de proposta rebaixada , visando receber rapidamente a PLR.

Nós bancários precisamos exigir da Contraf a imediata convocação de assembleias, em todo país, que estabeleça um dia da paralisação nacional e que prepare a greve da categoria. E uma greve forte.

Todos os sinais que vêm da conjuntura e da mesa de negociação com os banqueiros nos apontam que esta será uma campanha difícil, com negociações ainda mais duras.

As novas medidas do governo Dilma, anunciadas no início desta semana, jogam nas costas dos servidores públicos grande parte do corte de R$ 29 bilhões. O reajuste que já não repunha sequer a inflação foi adiado de janeiro para agosto de 2016. O governo também suspendeu concursos públicos que estavam programados para o próximo ano.

As negociações que estão acontecendo neste momento, com os trabalhadores dos Correios e da Petrobrás, seguem esta mesma linha. Os Correios propuseram reajuste zero, com uma gratificação fixa de R$ 200,00. A Petrobrás, por sua vez, apresentou apenas uma proposta de redução de jornada e salários em 25%.

Muita coisa está em jogo neste momento. Cada vez mais, governo, empresários e bancos falam a mesma língua: todos têm que se sacrificar um pouco, para que o país saia da crise...Querem aproveitar o momento de crise para “reduzir o custo do trabalho no Brasil”, para que sejamos um país “competitivo” .

O que eles não falam é que distinto de nós, trabalhadores, que já estamos sofrendo com as demissões e a perda de poder aquisitivo, fruto do aumento da inflação, os 5 maiores Bancos cresceram seus lucros em 27,3% no primeiro semestre deste ano (comparativamente ao primeiro semestre de 2014).

E, no meio de tudo isto, a única medida adotada pelo governo, que afeta aos bancos, foi a elevação provisória, em 5%, da alíquota do CSLL. Isto não é nada perto do lucro acumulado, pelos Bancos, nestes últimos 20 anos.
Como dizem por aí, a taxa de juros do cheque-especial e do cartão de crédito no Brasil fariam qualquer agiota sentir vergonha...

E os ataques não se resumem ao arrocho salarial. Aqui no BB está no horizonte, para reduzir custos, mais reestruturações e terceirizações, sobrecarga de trabalho e assédio, ameaças sobre a Cassi...

Por tudo isto, nossa campanha salarial não pode ser o mais do mesmo. Não podemos deixar a campanha na mão da direção da Contraf CUT e nem aceitar que os banqueiros decidam o momento da nossa greve.

Necessitamos uma campanha que se articule e unifique ações com as demais categorias em luta. Necessitamos uma campanha que se enfrente com o governo e Congresso Nacional. Necessitamos democracia na sua condução. Necessitamos uma campanha com milhares de bancários, de carne e osso, participando das assembleias, definindo os rumos da luta, afirmando quais são nossas reivindicações prioritárias, fazendo greve de verdade.

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