
Entrar no limite do cheque especial continua um risco para as finanças pessoais. Em julho, as taxas cobradas pelos bancos nessa modalidade de crédito apresentaram alta. Os juros bateram 9,55% ao mês, o maior patamar desde fevereiro de 2000, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Procon-SP. Ao ano, a taxa média desse tipo de empréstimo ficou em 198,92%.
Se o consumidor tivesse recorrido ao cheque especial e usado R$ 500 em junho, pagaria R$ 547,47 neste mês. O levantamento do Procon considerou o período de 30 dias de uso do limite.
O estudo leva em conta ainda as taxas máximas pré-fixadas do crédito oferecidas a clientes de sete bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
Para a assessora de direção do Procon-SP, Cristina Martinussi, os juros do cheque especial foram pressionados pelo aumento da Selic, que é definida pelo Banco Central. Em junho, ela passou de 12% para 12,25%.
No caso do empréstimo pessoal, a taxa média nos bancos ficou em 5,71% em junho, a maior desde abril de 2009, quando fechou em 5,74%. O cliente que pegou R$ 500 emprestados em junho pagará R$ 528,55 agora.
De lupa
PLANEJAMENTO — De acordo com o Procon-SP, “um bom planejamento do orçamento doméstico é o primeiro passo para uma vida financeira sem sobressaltos”.
CENÁRIO INCERTO — O comportamento dos juros no segundo semestre é incerto. O consumidor deve ficar atento na hora de contratar um empréstimo pessoal ou usar o limite do especial.
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