
A manutenção da Selic em 14,25% não ajuda em nada o combate da inflação, que alcançou o nível de IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 10,67% em 2015.
Pelo contrário, a alta nos juros rende lucros ao sistema financeiro na ordem de 5 a 7% ao ano, enquanto o setor produtivo, aquele que gera emprego, renda e consumo, só consegue chegar aos 2% ao ano, já que as taxas dificultam os investimentos na indústria, o que encarece os preços no mercado e traz muito desemprego ao país.
De acordo com o Boletim de Política Fiscal do Banco Central, de janeiro a novembro de 2015, o governo pagou pelos juros nominais aos credores, entre eles os bancos, um total de R$ 449,7 bilhões, o que representa um acréscimo de 70% nos gastos ante igual período em 2014.
O gasto é tanto que equivale a nove vezes mais o que se pretende gastar com programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida e com toda infraestrutura logística, social e urbana, entre outros itens, durante todo o ano de 2016. Um absurdo rejeitado pelos trabalhadores do Brasil.
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