
SÃO PAULO (SP) - Desde o dia 30 de junho, associações que representam os médicos decidiram paralisar, por tempo indeterminado, o atendimento a dez planos de saúde no Estado de São Paulo. Entre os planos atingidos estão a Cassi, do BB, e o da Caixa Econômica Federal.
A paralisação afetará apenas uma especialidade médica por vez. Por exemplo: em uma semana, clínicos-gerais deixarão de atender por três dias esses convênios. Na seguinte, é a vez dos oftalmologistas, e assim por diante. São, ao todo, 53 especialidades médicas, o que pode fazer com que a paralisação dure um ano inteiro por meio desse rodízio.
A meta da Associação Paulista de Medicina é pressionar esses planos a negociarem um reajuste dos honorários pagos aos médicos. Os médicos querem passar a receber dos planos R$ 80 por consulta. Hoje, dizem, recebem em média R$ 30.
Histórico do descaso
O sucateamento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil não é um fato recente, mas que já vem ocorrendo desde a maldita era FHC, com a entrada dos funcionários pós-1998. De lá para cá, o banco deixou de contribuir com a parte prevista no estatuto da Cassi.
Até 1998, o banco contribuía com o valor de 4,5% do salário de cada funcionário. Arbitrariamente, o BB passou a contribuir com apenas 3%. Ou seja: a contribuição do banco caiu mais de 33%, gerando uma dívida de mais de R$ 600 milhões com a Cassi.
Com o apoio da pelegada da CUT, o BB aprovou um aporte de apenas metade desses R$ 600 milhões e o consequente perdão do restante da dívida existente.
A partir daí, os petistas encargados na Cassi começaram a vender a ilusão de que, com esse aporte e com a implementação da coparticipação em exames e consultas, a Cassi se tornaria superavitária. Realmente, isso aconteceu, mas através da redução do quadro médico, do corte de reembolsos, do rebaixamento na quantia paga para os médicos, entre outros fatores.
O usuário dos planos de saúde não tem culpa nesta briga entre médicos e operadoras. No caso da Cassi, é inaceitável essa situação porque a Cassi faz parte do contrato de trabalho com o BB. Portanto, o banco tem obrigação de fornecer um plano de saúde decente aos seus funcionários.
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas não é contra a greve dos médicos. É contra o sucateamento da saúde pública e o oportunismo dessas operadoras de planos de saúde que priorizam o lucro em detrimento da saúde de seus usuários.
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