
As apostas dos bancos na desvalorização da moeda norte-americana no mercado à vista ultrapassaram, pela primeira vez, o limite estabelecido pelo Banco Central que está em vigor desde abril.
Na semana passada, as instituições financeiras tiveram de recolher R$ 91 milhões, valor que fica depositado no BC sem remuneração.
Esse compulsório se refere à regra já estava em vigor, que previa o recolhimento de 60% sobre o valor que excedesse US$ 3 bilhões ou o patrimônio de referência da instituição, o que fosse menor.
Na última sexta-feira, o BC reduziu esse limite para US$ 1 bilhão. O resultado dessa medida só será conhecido nas próximas semanas. Embora o valor da posição dos bancos seja definido em dólares, o recolhimento é feito em reais.
O objetivo dessa medida é evitar que os bancos tragam mais dólares ao país, o que gera impactos no câmbio e no crédito, já que esse dinheiro é obtido com juros mais baixos que no Brasil.
A restrição também limita, indiretamente, os negócios no mercado futuro, onde os bancos negociam, principalmente, com estrangeiros, que mantém hoje apostas acima de US$ 20 bilhões contra o dólar.
No final de junho, as apostas dos bancos no mercado à vista estavam em US$ 14,7 bilhões. O BC espera que caiam para cerca de US$ 10 bilhões na próxima semana, caso os bancos se enquadrem ao novo limite.
Reportagem da Folha da semana passada mostrou que o governo estuda novas medidas para limitar a especulação no mercado futuro, que responde cerca de 85% do volume de negócios com dólar no país.
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