
Nova rodada de negociação está marcada para esta terça- feira (13/09), às 14h, em São Paulo.
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Em ato público realizado hoje (12/09), na Caixa Deodoro, no Centro de São Luís, os bancários maranhenses exigiram que a Fenaban apresente uma proposta digna na rodada de negociação marcada para esta terça-feira (13/09), às 14h, em São Paulo. Até o momento, os banqueiros insistem em desrespeitar a categoria, oferecendo um reajuste pífio de 7% e o enganoso abono de R$ 3,3 mil, atitude intransigente que só faz a greve se fortalecer no Maranhão e no país.
Durante o ato público, os diretores do SEEB-MA ressaltaram que o reajuste de 7%, sequer repõe a inflação do período (set/2015 a ago/2016 – INPC), projetada em 9,62%, representando perdas salariais para os bancários de 2,39% ao mês e de 28,68% ao ano, com reflexos, também, no FGTS, INSS e PLR. Sobre o abono salarial, os diretores explicaram se tratar de um retrocesso, que só provocará prejuízos à categoria, uma vez que não é incorporado ao salário nem à aposentadoria dos bancários.
Vale lembrar que o abono salarial foi imposto aos trabalhadores no Governo FHC, época em que os bancários ficaram oito anos sem reajuste salarial e os bancos públicos foram sucateados. Os Governos Lula e Dilma tentaram - sem sucesso - repetir essa fórmula enganosa, assim como Temer tenta agora, mas os bancários DIZEM NÃO AO ABONO, reivindicando reajuste de 28,33% e reposição das perdas salariais!
7º dia de greve
Nesta segunda-feira (12/09), 7º dia da paralisação, os bancários de São Luís se concentraram na agência da Caixa Econômica, na Praça Deodoro, Centro da Capital. No interior do Estado, a greve se fortalece a cada dia.
Na cidade de Balsas, por exemplo, todas as agências de bancos públicos e privados se encontram fechadas. Em todo o Brasil, 11.531 agências e 48 centros administrativos tiveram suas atividades paralisadas.
Além de reajuste de 28,33%, a categoria reivindica PLR de 25% linear, isonomia, estabilidade no emprego, contratação de mais bancários, fim do assédio moral e das demissões imotivadas.
Saiba mais
Os bancários cruzaram os braços desde o dia 06 de setembro e só retornarão às atividades quando os patrões apresentarem uma proposta decente.
Os trabalhadores votaram pela paralisação depois que a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) se recusou a atender as principais reivindicações da categoria.
Outro fator que fez os trabalhadores radicalizarem o movimento foi o reajuste oferecido pela Fenaban de 6,5%. O índice é muito baixo, principalmente para um setor que lucrou quase R$ 30 bilhões em 2016.
Nova negociação
Nesta terça-feira (13/09), às 14h, o Comando Nacional dos Bancários volta à mesa de negociação com a Fenaban, em São Paulo. Enquanto isso, a greve continua por tempo indeterminado.
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