
Bancários reivindicam reajuste digno, contratações e o fim do assédio e das demissões imotivadas.
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Nesta quarta-feira (14/09), 9º dia da greve nacional, os bancários paralisaram as principais agências do Santander, no Maranhão.
Em São Luís, por exemplo, foram fechadas as unidades Centro, João Lisboa, Rua da Paz, Renascença, UFMA, além dos postos de atendimento bancário (PABs).
Em ato público realizado em frente à agência do Renascença, os bancários cobraram uma proposta digna da Fenaban, que contemple reajuste de 28,33%, índice próximo ao oferecido pelo Santander aos seus executivos do alto escalão (29,1%).
Na ocasião, os bancários reivindicaram, ainda, mais contratações, reposição das perdas salariais e o fim do assédio moral, das metas abusivas e das demissões imotivadas nos bancos privados.
Com o fortalecimento da greve em todo o Estado e no país, a categoria espera que a Fenaban apresente uma proposta decente na rodada de negociação marcada para esta quinta-feira (15/09), às 16h, em São Paulo.
Nesta quarta-feira (14), 12.386 agências e 46 Centros Administrativos tiveram as atividades paralisadas. O número representa 53% de todas as agências do Brasil.
Banqueiros pagam supersalários a executivos e oferecem reajuste pífio a bancários
Enquanto se recusam a conceder um reajuste digno aos bancários, os banqueiros anunciam aumentos satisfatórios para seus diretores. Exemplo disso é o Santander, que ofereceu 29,1% para o alto escalão.
Para se ter uma ideia, o salário de um diretor do Santander é 145 vezes maior que o de um escriturário, que recebe, hoje, somente R$ 1.975,10.
No Itaú, a diferença é ainda maior. Um executivo do maior banco privado do país fatura 255 vezes mais do que um bancário em início de carreira.
Nos outros bancos, não é diferente. No Bradesco, a remuneração de diretor é 109 vezes maior que a de um escriturário e no Banco do Brasil, 42,5 vezes.
Em Campanha Salarial, os bancários maranhenses reivindicam, dentre outras demandas, 28,33% de reajuste geral, além da reposição das perdas salariais.
Por sua vez, os banqueiros e o Governo Federal (patrão dos bancos públicos) oferecem míseros 7% de reajuste mais abono de R$ 3,3 mil, alegando que o cenário não é favorável em razão da crise.
O SEEB-MA ratifica que essa desculpa não será aceita pelos trabalhadores, diante do lucro de quase R$ 30 bilhões obtido pelos bancos no primeiro semestre e, sobretudo, diante da farra do aumento para os executivos.
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