
Mais uma vez, o BB erra ao tentar impedir que um representante independente do banco possa representar os trabalhadores.
Clique na foto para ampliá-la
O BB, mais uma vez, insiste no erro, ao tentar impedir que um representante independente do banco possa representar os trabalhadores no Conselho de Administração.
Na eleição da Juliana Donato, já presenciamos esta atitude lamentável. O banco não aceitou seu registro. Alegou que, ao responder processo disciplinar, não poderia ser candidata. Foram oito recursos impetrados pela diretoria do banco para tentar impedir desde a candidatura, até a posse e não satisfeitos tentaram cassar o mandato da nossa representante.
Tentam impedir a minha candidatura a ferro e a fogo também. Inicialmente, alegaram como impedimento minha condição de delegado também sindical de base. Enquanto a lei 13303/2016 prevê que não pode ser candidato a “pessoa que exerça cargo em organização sindical”. Representação de delegado sindical de base não faz parte da estrutura decisória dos sindicatos, conforme o estatuto social, nem da constituição e nem da CLT no seu Art. 543°. Ainda que sem concordar com as alegações do BB, numa demonstração de boa fé, renunciei ao cargo de delegado sindical de base na sua agência.
E, assim, construímos uma proposta coletiva que apontou a necessidade de questionar a Reestruturação do BB que, ignorando totalmente seu pretenso “espírito público”, reduziu de seu quadro funcional 9.300 colegas - destes 4.200 estão no VCP, o famigerado Esmolão. Demonstrou da forma mais cruel que não somos gerentes, assessores ou analistas mas trabalhadores bancários. E, ao fechar aproximadamente 400 agências e transformar em PA outras 400, amplia a crise não só para os bancários, mas, também para menores aprendizes, estagiários, zeladores, copeiras e vigilantes.
E esta mensagem encontrou força na categoria. Tanto que possibilitou chegar ao segundo turno e mostrou a principal qualidade, que falta ao candidato da CONTRAF/CUT: a combatividade, como eixo para enfrentar a situação imposta pela direção do BB.
Assim, a comissão eleitoral resolveu impugnar, mais uma vez, minha candidatura, utilizando-se do decreto 8.945 do sr. Michel Temer, datado de 27.12.16, que regulamenta a lei das estatais e estabelece novas condições para participar do Conselho de Administração de empresas estatais, dentre elas a conclusão de curso superior reconhecido pelo MEC.
É importante notar que o lançamento do edital foi dia 14 de dezembro e a minha inscrição foi dia 22 de dezembro. Que o período de impugnação do primeiro turno foi dia 27 e 28 de dezembro e que comunicaram no dia 3 de fevereiro esta nova tentativa de impugnação, um dia após o prazo estabelecido no calendário eleitoral.
Por que, então, não utilizaram deste argumento na primeira tentativa de impugnação da minha candidatura? Por que a comissão eleitoral, composta pelo BB, Contraf e Contec, juntas como que numa santa aliança, votam de forma unânime pela impugnação de minha candidatura? Por que, só agora, depois de 5447 votos? Não foram eles da CONTRAF que, durante o impeachment, clamaram pela democracia dos votos? Onde está este clamor agora? Ao invés disto, apoiando a decisão do BB na comissão eleitoral e, com base no decreto do sr. Michel Temer, querem representar a categoria bancária no Conselho de Administração?!?
Não permitirei esse escárnio contra os Bancários. Irei recorrer a todas as instâncias judiciais para derrubar esta manobra. Lembro que o nome da Juliana foi garantido no sistema de votação do banco, nos últimos dias da campanha do primeiro turno. Nesse sentido, é fundamental que todos os colegas ajudem a denunciar a posição da comissão eleitoral e reforcem a campanha em todos os estados.
Marcus Róger Gomes de Medeiros
Gerente Personalizado PF
Candidato ao CAREF BB
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!