
SÃO PAULO (SP) - Depois de abrir as portas para quem não tinha trabalho, é chegada a hora de o Brasil oferecer melhores salários aos trabalhadores. A taxa de desemprego recorde, que em junho chegou a 6,2% segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e o número de vagas criadas, 225 mil no mês passado, confirmam a boa maré para o país.
No ano passado, o brasileiro teve boas oportunidades. No total, foram gerados 2,5 milhões de empregos. Neste ano, embora tenha havido uma redução, as portas continuam sendo abertas. No primeiro semestre, foram criados 1,41 milhão de vagas. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
No entanto, quando o assunto é remuneração, o Brasil ainda deixa a desejar. Quem afirma é o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). De acordo com o órgão, agora é preciso priorizar melhorias na qualidade dos empregos e nos salários pagos aos trabalhadores.
Atualmente, 90% dos postos de trabalho gerados no país são formais. O problema é que a remuneração, normalmente, não passa de dois salários mínimos, ou seja, R$ 1.090,00. E nem quem tem nível superior completo escapa do valor baixo, que não acompanha o custo de vida das grandes cidades.
Em Salvador, por exemplo, o preço da cesta básica atingiu R$ 204,69 em junho. O trabalhador ainda tem de pagar conta de luz, água e outros gastos, como transporte, saúde e educação.
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