
Infelizmente, este é mais um ano em que a classe, assim como a maioria da população, não tem o que comemorar.
Em 1º de maio, é comemorado o Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Porém, infelizmente, este é mais um ano em que a classe, assim como a maioria da população, não tem o que comemorar. Afinal, além dos milhões de desempregados, o Governo Temer e esse Congresso Nacional – visto como um dos mais conservadores e mais corruptos da história – têm promovido um ataque feroz contra os brasileiros, através da Reforma da Previdência [que se aprovada, acabará, na prática, com a aposentadoria pública pelo INSS], da Reforma Trabalhista e do Projeto de Terceirização.
Este último, por sinal, já foi aprovado, contando, inclusive, com voto favorável de nove deputados maranhenses, os quais, por meio de notas em jornais e outdoors, foram parabenizados pela FIEMA, federação que representa o patronato, no Maranhão. Neste momento, é cabível o questionamento. O que levaria a classe patronal a parabenizar os nobres deputados pela aprovação da terceirização sem limites? Com certeza, por tratar-se de interesse exclusivo do empresariado, pois a população maranhense, que – de fato – foi a responsável pela eleição desses parlamentares, foi às ruas na última sexta-feira, dia 28 de abril, para protestar contra essas medidas nefastas do Governo e do Congresso, que visam acabar com os direitos trabalhistas e com a aposentadoria do cidadão brasileiro.
Por evidente, os bancários maranhenses, assim como outras categorias, não vão aceitar que políticos dessa estirpe, representantes do empresariado e não da vontade popular, arranquem direitos históricos dos trabalhadores, garantidos à custa de muitos empregos, lutas e vidas. De acordo com matéria publicada no site Congresso em Foco (http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/reforma-trabalhista-como-os-deputados-votaram/), 12 dos 18 deputados federais maranhenses [Alberto Filho, Aluísio Mendes, André Fufuca, Cléber Verde, Hildo Rocha, João Marcelo, José Reinaldo, Júnior Marreca, Juscelino Filho, Pedro Fernandes, Victor Mendes e Waldir Maranhão], votaram pela aprovação da Reforma Trabalhista, na Câmara Federal, no dia 26/04/2017.
Para completar, segundo o Placar da Previdência, ferramenta elaborada pelo site Estadão (http://infograficos.estadao.com.br/especiais/placar/votacao/economia/?id=KJpdG40RpG), dos 18 parlamentares do Maranhão, dois são a favor, quatro estão indecisos e oito não quiseram se posicionar sobre a Reforma da Previdência. Até o fechamento desta matéria, as exceções ficavam por conta dos deputados Julião Amim, Rubens Pereira Júnior, Weverton Rocha e Zé Carlos, que já se declararam contrários a esse ataque à aposentadoria do brasileiro.
Vale ressaltar, caro leitor, que votar a favor da Reforma Trabalhista significa colocar em risco férias, 13º salário, jornada de trabalho regulamentada, horas extras, FGTS, dentre outros direitos. Por sua vez, votar a favor da Reforma da Previdência significa aumentar a idade mínima e o tempo de contribuição para obter a aposentaria, requisitos que obrigarão o profissional a trabalhar até a morte, incluindo professores, servidores públicos e pessoas com deficiência.
Para piorar a situação, como já mencionado, a terceirização sem limites foi aprovada, possibilitando jornadas maiores, salários menores, menos direitos, mais acidentes e mortes no trabalho. Um caos total. Ante o exposto, o Sindicato dos Bancários (SEEB-MA) vem a público expressar toda a indignação da categoria bancária e ressaltar, sobretudo, que políticos favoráveis aos ataques do Governo Temer não têm direito nem moral para decidir o futuro de milhões de brasileiros.
Caso não se decidam ou insistam em votar a favor dessas reformas, em detrimento dos anseios da população, devem ser relegados ao ostracismo político nas próximas eleições, sem receber um voto sequer. Pela prisão dos corruptos e dos corruptores e por nenhum direito a menos, vamos continuar firmes na luta! Neste 1º de maio, viva a luta dos trabalhadores!

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