PLANTÃO / MERCADO DE TRABALHO

Desigualdade entre negros e brancos persiste no Brasil
29/07/2011 às 18:30
SBBA
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Apesar dos avanços, a desigualdade no mercado de trabalho entre negros e brancos ainda persiste no Brasil. A renda mensal dos negros, por exemplo, passou de R$ 690,30, em 2003, para R$ 847,70, em 2009. Para os brancos, no entanto, o aumento foi mais generoso, de R$ 1.443,30 para R$ 1.663,90, no mesmo período.
As informações, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indicam que embora o ganho dos negros tenha sido maior, 22% em sete anos, não diminui a diferença salarial. Outro dado de destaque diz respeito a participação no mercado de trabalho.
Durante o governo Lula, as coisas melhoraram, mas precisam avançar mais. A participação de negros nas empresas cresceu de 23,4% (2003) para 31,1% (2010). O problema é que quanto maior o nível hierárquico, menor é a presença de negros, que ocupam apenas 13,2% dos cargos de gerência e 5,3% das diretorias.
Diante do quadro, os trabalhadores prometem ampliar as mobilizações para promover a igualdade de oportunidades. A categoria bancária, por exemplo, que está em campanha salarial tem um item apenas sobre o assunto. Os funcionários do ramo financeiro estão unidos pela igualdade nos bancos.