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EM FOCO / CASSI

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Cassi: BB apresenta proposta antiga repaginada e associados exigem respeito

05/04/2019 às 10:57
Oposição na CASSI
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A proposta apresentada na mesa de negociação pelo banco no dia 27 de março e que foi aprovada por importantes entidades representativas, lamentavelmente entre elas a CONTRAF-CUT, é uma afronta aos associados, pois mantem em sua essência os mesmos ataques que o Banco tentou impor e que foram rejeitados amplamente pelo corpo social na última consulta ocorrida em set/out de 2018.

Novamente o BB propõe a quebra do princípio de solidariedade ao introduzir o pagamento dos dependentes. Como se isso não bastasse, apresenta em sua proposta uma distinção entre colegas da ativa e aposentados, seja quanto ao índice diferenciado ou na contribuição do Patrocinador somente aos dependentes dos titulares ativos. Além disso, cria-se um piso e um teto para cada dependente, fato que onerará os que menos ganham. Assim, os menores salários pagarão proporcionalmente mais em relação aos maiores salários. Um absurdo total, que vai na contramão dos princípios que nortearam a construção de nossa Caixa de Assistência.

O Banco propõe elevar nossa contribuição de 3% para 4%, enquanto a da empresa permanece a mesma, ou seja 4,5%. Diminui assim a proporção do seu aporte, e se não bastasse isso, exige o voto de Minerva na diretoria. Ou seja, quer pagar menos e mandar mais.

Também apresenta uma taxa de administração para compensar essa diferença. No entanto, precisamos ficar atentos, pois a taxa de administração de 10% que será paga pelo Banco, caso a proposta seja aprovada, tem um prazo definido, será até 2021. Isto significa que em breve seremos chamados para decidir quais outros direitos estaremos dispostos a perder para manter a CASSI.

Outra questão importante que precisamos cobrar é se há uma análise atuarial dessa proposta e quais são os seus resultados? Se houve essa análise, os associados precisam conhece-la, pois até agora não tiveram nenhum acesso a esse estudo. Se não houve, é uma temeridade que as entidades a defendam.

Sempre é importante relembrar que o Memorando de Entendimentos aprovado há pouco tempo tinha cálculos realizados pelo Banco e apontava um equilíbrio até dezembro de 2019. A realidade nos mostrou outra coisa, mal resistiu a um semestre. E novamente querem que paguemos a conta. Essa conta não é nossa.

Outro absurdo é a criação de um Plano Associados para os colegas egressos no BB a partir de 01.01.2018, que quando se aposentarem só terão direito a CASSI se pagarem a cota patronal. Inadmissível que entidades aceitem essa injustiça!

Construímos a CASSI e ela nos pertence, não cabe qualquer distinção, seja no custeio ou no uso, entre colegas que estão na ativa e aos que estão aposentados, somos todos associados e temos que ter os mesmos direitos.



Em Defesa da Cassi e do princípio de Solidariedade!

Os associados sabem das dificuldades financeiras pela qual passa nossa Caixa de Assistência e da necessidade de encontrarmos com urgência uma saída para garantir sua perenidade. A Cassi foi criada pelos funcionários há mais de sete décadas e sua construção foi alicerçada no princípio da solidariedade, todos pagam um percentual fixo de seus salários e a utilizam exatamente o que for necessário para garantir sua saúde. E dessa forma ela tem cumprido sua missão. Não há, como existe no mercado, cobrança por dependentes ou por faixa etária e esse não é o desejo dos associados.

Importante ressaltar que a construção da Cassi foi uma necessidade dos trabalhadores do BB, assim como foi a construção das demais autogestões de saúde dos trabalhadores de outras empresas do país, diante da precarização da saúde pública. Essa precarização se deu e se dá em todas as esferas governamentais, seja federal, estadual ou municipal.

Por isso, a defesa de nosso patrimônio torna-se fundamental, mas para garanti-lo não podemos deixar que o Banco nos empurre para o mercado, pois lá, com certeza, perderemos por completo nossos direitos.



O Mercado querendo abocanhar nossos patrimônios!

Hoje assistimos a tentativa do governo federal impor uma reforma previdenciária que representa na prática o desmonte da Previdência Pública do país e acena como saída o regime de capitalização. Um negócio que só favorecerá os banqueiros. Tenta vender a ideia que cada um cuidará de sua previdência e que isso será o melhor para todos. No entanto, já há uma experiência histórica desse modelo no Chile e o resultado para os aposentados está sendo catastrófico.

É neste contexto que o Banco apresenta sua proposta, adequar a Cassi ao Mercado para se desresponsabilizar completamente depois. Primeiro introduz a contribuição dos dependentes e logo a frente introduzirá a cobrança por faixa etária. Este é o verdadeiro interesse do Banco ao apresentar essa proposta.



Mas afinal, quem é o responsável pelos déficits?

É notório que os déficits da Cassi foram causados essencialmente pela política adotada pelo BB em relação a redução de seus custos, leia-se salários e direitos dos bancários. Passamos anos sem reajuste salarial, vivemos restruturações permanentes com redução de postos de trabalho e descomissionamentos, adotou-se a lateralidade para não pagar as substituições, foram retirados os anuênios, houve a redução dos interstícios de 12%/ 16% para 3%, entre outros ataques. Essa política impactou diretamente a saúde financeira da CASSI.

Não desconhecemos que houve também um aumento significativo de custos médico-hospitalares que impactam diretamente as finanças da CASSI. Devemos buscar soluções para minimizar esses efeitos, no entanto aqui não reside o problema central dos déficits da CASSI.

Fazer o diagnóstico do problema é essencial para encontrarmos o remédio. Precisamos organizar os associados para exigir que o banco assuma sua responsabilidade com nossa saúde. 

Saiba mais em: http://www.oposicaonacassi.com.br/2019/04/03/quando-dizemos-nao-e-nao-bb-apresenta-proposta-antiga-repaginada-a-mesa-de-negociacao-e-associados-exigem-respeito/

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