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PLANTÃO / CAIXA ECONÔMICA

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Caixa completa 159 anos sob ameaça de privatização

A Caixa Econômica Federal completará 159 anos neste domingo, dia 12 de janeiro, com o futuro ameaçado pelo presidente Bolsonaro.

10/01/2020 às 12:00
Ascom/SEEB-MA
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A Caixa Econômica Federal completará 159 anos neste domingo, dia 12 de janeiro, com o futuro ameaçado pelo presidente Bolsonaro.

Fundada em 1861, pelo imperador Dom Pedro II, a Caixa nasceu com foco no social, no incentivo à poupança, na concessão de empréstimos a juros baixos, auxiliando, inclusive, os escravos a obterem suas cartas de alforria.

Lamentavelmente, essa grande estatal, agente de desenvolvimento econômico e social do país, está sendo privatizada pouco a pouco pelos últimos governos, tendo a sua função originária desvirtuada, a fim de adequá-la à lógica do mercado, que só pensa no lucro pelo lucro.

Para o SEEB-MA, a venda iminente de setores estratégicos da CEF, como a Caixa Seguridade, assim como o fechamento de agências e a demissão de funcionários são etapas de um grande plano, cumprido à risca desde o Governo FHC, para entregar o banco público para o setor privado, o que prejudicará, sobremaneira, a população brasileira. Logo, ao invés de comemorar neste dia 12 de janeiro, devemos intensificar a luta em defesa da Caixa, o banco de todos brasileiros.

Afinal, se essa trama sorrateira, que visa à privatização da CEF, vier a se concretizar, qual banco financiará a casa própria e o acesso ao ensino superior a juros mais baixos? Qual banco estará presente em todos os municípios brasileiros? Qual banco investirá em obras de infraestrutura e saneamento, melhorando a qualidade de vida dos mais pobres? Qual banco administrará com competência e transparência o FGTS, o Seguro-Desemprego e os programas sociais, como o Bolsa Família? Nenhum, pois – como dito – os bancos privados só pensam no lucro e não em políticas de desenvolvimento para o povo.

Neste dia 12 de janeiro, o SEEB-MA exige respeito à história da Caixa e aos seus funcionários, além de mais contratações, mais agências, mais direitos e, sobretudo, a garantia do Governo Bolsonaro de que a CEF continuará um banco 100% público. Isso por que, apenas a título de exemplo, só um banco público pode fazer o que a Caixa faz pelo Maranhão e pelo Brasil.

Nesse sentido, cumpre ressaltar que 84,7% dos financiamentos imobiliários realizados em nosso Estado pertencem à Caixa. Já os bancos privados quase não financiam casa própria por essas bandas e, quando o fazem, é para a classe média alta, ignorando os mais pobres. Em todo o Maranhão, o Programa Minha Casa, Minha Vida construiu 102.461 unidades habitacionais, já os bancos privados não investem em moradia popular. Desde 1995, o FGTS já executou R$ 62 bilhões em obras de saneamento, habitação e infraestrutura em terras maranhenses, áreas estas que os bancos privados não têm interesse algum em investir.

Por tudo isso, é necessário que toda a sociedade se junte à luta dos funcionários em defesa da Caixa 100% pública e contra os ataques do Governo Bolsonaro, que só pensa em retirar direitos dos trabalhadores e vender o patrimônio do povo brasileiro. Se nada for feito, em poucos anos a CEF deixará de existir e a população perderá uma empresa que sempre exerceu papel fundamental na história do desenvolvimento econômico e social do país.

Com a luta, o SEEB-MA espera que, ainda em 2020, o Governo recue de suas pretensões perversas e todos possam dizer apenas: feliz aniversário Caixa, por ser nossa, por ser pública!
 

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