
SEEB critica a postura passiva do Comando diante do descaso da Fenaban com a categoria.
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O SEEB-MA critica a postura passiva do Comando Nacional dos Bancários diante do descaso da Fenaban com a categoria em meio à pandemia do coronavírus.
Em rodada de negociação realizada na segunda-feira (30/03), os bancos voltaram a negar as principais reivindicações dos trabalhadores, evidenciando a falta de compromisso no combate ao avanço da Covid-19 no Brasil e, sobretudo, com a saúde dos bancários e da população.
Na ocasião, a Fenaban disse não ser possível fechar agências; diminuir a cobrança de metas; reduzir a jornada de trabalho; suspender as demissões; ampliar o contingenciamento nem agendar atendimentos via internet, a fim de diminuir as filas nas portas das agências.
Questionada sobre a falta de álcool em gel, máscaras e luvas nas agências – o mínimo necessário para proteger os bancários e os clientes – a Federação dos Bancos afirmou simplesmente que iria verificar a situação.
“Como era de se esperar, a vida das pessoas pouco importa, o que interessa para os banqueiros é o lucro, ainda mais, com a conivência daqueles que se dizem representantes dos bancários no âmbito nacional. Se não fossem as medidas tomadas pelo SEEB-MA e por outros sindicatos em suas respectivas bases, a situação da categoria seria pior” – ressaltou o presidente Eloy Natan.
Enquanto isso, o Comando Nacional, por meio de matérias publicadas em sites de sindicatos pelegos, passa a ideia de que as negociações com a Fenaban estão avançando, que ações efetivas estão sendo cobradas e que os banqueiros estão tomando as medidas necessárias para proteger a categoria, resistindo, inclusive, “à pressão das autoridades” para que o atendimento ao público volte ao normal.
“Essa postura do Comando Nacional é lamentável, pois enquanto troca elogios com os banqueiros nas mesas de negociação, ignora o fato de bancários estão morrendo por coronavírus no Brasil. A categoria trabalha preocupada, ameaçada e sob forte assédio moral. Por isso, exige respeito e providências urgentes do Comando. Chega de cartas marcadas, é preciso pressionar os bancos a fecharem as agências, mantendo apenas os serviços, de fato, essenciais. Só assim, conseguiremos vencer essa pandemia e, sobretudo, salvar a vida dos bancários” – afirmou Eloy.
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