
O juiz Gervásio Protásio dos Santos Junior, titular da 6° Vara Cível de São Luís, publicou Portaria de nº 42/2011 suspendendo o atendimento à população em razão da grande adesão dos servidores à greve do Judiciário deflagrada nesta terça-feira. Gervásio é ex-presidente da Amma (Associação dos Magistrados do Maranhão). A suspensão foi só na 6ª Vara Cível
De acordo com o documento, o atendimento somente voltará ao normal após o fim da greve. A portaria está afixada nas dependências do Fórum do Calhau. Para os grevistas, a atitude do juiz é um reflexo da unidade e força do movimento.
Segundo os servidores, a administração do Tribunal de Justiça do Maranhão não está valorizando as reivindicações da categoria, em tentativas de negociações que ocorrem há cinco meses.
Eles reivindicam reposição inflacionária anual, definição de uma data base, correção dos auxílios alimentação, saúde e transporte defasados, e fim de privilégios no Poder Judiciário maranhense.
Durante a greve, os servidores e o Sindjus iniciarão, ainda, uma campanha pública para que os Juizados Especiais permaneçam nos bairros de São Luís para garantir o fácil acesso da população carente à Justiça gratuita.
As comarcas de Codó, Caxias, Chapadinha, Bacabal, Imperatriz, Coroatá e Timbiras, Pinheiro e de toda região da Baixada Maranhense, do Médio Mearim e do Baixo Parnaíba, Zé Doca, Santa Inês, Alcântara, Cantanhede, São Luiz Gonzaga, Vitorino Freire, Barra do Corda, Pedreiras, Penalva, Mirinzal, João Lisboa, Amarante, Porto Franco, Itapecuru-Mirim, Pindaré-Mirim, Monção, Timon e Açailândia, Imperatriz, entre outras comarcas, confirmaram adesão total à greve.
Durante o movimento, serão mantidos apenas os serviços essenciais à população. Petições, liminares que envolvam réu preso, risco de morte, religação de energia elétrica e abastecimento de água. São quase 4 mil servidores em todo Estado parados.
Nesta quarta-feira está marcado um ato público em frente ao Tribunal de Justiça, na Praça Pedro II.
Outro lado
Em nota, o tribunal esclarece que seus serviços não foram paralisados por causa da greve.
“A Diretoria Geral do Tribunal de Justiça do Maranhão esclarece que os serviços oferecidos pelo órgão não estão paralisados em função da greve. A atual administração sempre recebeu o Sindjus para negociações e busca implantar todas as medidas que melhor atendem aos anseios dos servidores, a exemplo de reajuste nos auxílios-alimentação, saúde, transporte, implantação da Gratificação por Atividade Judiciária e do programa de saúde ocupacional, além de proporcionar qualificação e melhor qualidade de vida ao seu pessoal por meio de cursos e convênios. Atualmente, o Tribunal conta com cerca de 4 mil e 600 servidores, dentre efetivos, comissionados, estáveis e ainda magistrados. Destes, neste primeiro dia de greve, poucos participaram do movimento. O maior número foi registrado na capital”. Leia mais aqui.
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