
Sindicato entrega pauta de reivindicações a diretorias de bancos públicos em Brasília e Fortaleza.
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O Governo Lula já assumiu o poder há mais de 200 dias. Contudo, até o momento, os trabalhadores enxergam melhorias tímidas nas condições de vida e de trabalho. Apesar da projeção de deflação para os próximos meses, a taxa de juros continua sendo objeto de cabo de guerra entre o Governo e o Banco Central. O arcabouço fiscal, recentemente aprovado, engessa a política de investimentos e transfere mais riqueza da classe trabalhadora para os banqueiros e rentistas.
No setor bancário, é importante chamar os aprovados no último concurso do BB e realizar novo certame na Caixa, com vagas para o Maranhão, a fim de combater o déficit de funcionários e a sobrecarga de trabalho no Estado. Além disso, suspensão do Plano Nacional de Desestatização de Empresas Públicas do Governo Bolsonaro não significou novos investimentos para o país. Em contrapartida, a ganância do mercado cresce sobre os Fundos Constitucionais de Desenvolvimento hoje administrados pelos bancos públicos.
A possibilidade de diálogo aberta pela derrota do projeto privatista do Governo Bolsonaro nas urnas só representará um avanço concreto para os trabalhadores e trabalhadoras se houver pressão do movimento sindical. Em agosto, data-base da nossa categoria, não haverá negociações coletivas em razão do acordo bianual firmado em 2022, o que acreditamos ser um erro. Com o atual momento econômico e com as mazelas deixadas pelo Governo Bolsonaro, o Governo Lula e os banqueiros privados deveriam reabrir as negociações, a fim de garantir melhorias salariais e sociais que resguardem o poder de compra e a qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras.
Nesse sentido, o SEEB-MA, o SEEB-RN e o SEEB Bauru, representando a Frente Nacional de Oposição Bancária (FNOB), participou de uma ampla agenda em Fortaleza e em Brasília (DF) para entregar uma lista de reivindicações dos funcionários do BNB, da Caixa e do Banco do Brasil às presidências dos bancos públicos. A reunião com a Diretoria do BASA ocorrerá em breve.
Durante os encontros com a CEF, o BB e o BNB, os bancários cobraram a realização de novo concurso público na Caixa, o chamamento de aprovados no BB, melhorias e investimentos nos planos de saúde e de previdência, fim do assédio e das reestruturações, entre outras demandas, que ficaram de ser analisadas pelo Governo.
Na Capital Federal, o SEEB-MA buscou, ainda, o apoio de vários congressistas na tentativa de criar uma Frente Parlamentar Nacional para a Auditoria da Dívida Pública brasileira, a fim de diminuir os juros e possibilitar não só avanços para os trabalhadores, mas – sobretudo – investimentos em políticas públicas. A iniciativa foi bem recebida pelos deputados, que se comprometeram a dar andamento ao projeto.
“Os Sindicatos ligados à FNOB, com essa iniciativa, mostram proatividade e bom trânsito no Governo e no Congresso, estando plenamente inseridos no cenário nacional em busca de um futuro melhor para a nossa categoria e para a população. Esperamos que o Governo Lula e os bancos públicos atendam aos nossos anseios e valorize os bancários e as bancárias, relegando ao esquecimento o governo anterior que massacrou os trabalhadores. A nossa luta continua” – finalizou o presidente do SEEB-MA, Dielson Rodrigues. Confira as pautas de reivindicações em nosso site!
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