
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) investiga o trabalho escravo em 20 grifes de roupas nacionais e internacionais. O assunto ganhou maior notoriedade após a descoberta da prática em um dos fornecedores da rede Zara no Brasil. O caso serve como alerta para o poder público e sociedade para um problema que, por incrível que pareça, é muito comum no Brasil, sobretudo, com trabalhadores da zona rural.
Os fiscais visitaram duas das 30 oficinas de costura da empresa e encontraram 16 bolivianos e cinco crianças. As oficinas não tinham condições mínimas de limpeza e segurança e ainda eram utilizadas como moradia. Os trabalhadores recebiam somente R$ 2,00 por cada peça produzida e só podiam sair mediante autorização da chefia. Os dois locais foram interditados e os costureiros bolivianos, legalizados.
As oficinas funcionavam há dois anos e receberam 48 autuações por infrações como excesso de jornada, falta de pagamento de férias e ausência de descanso semanal. Se a Zara for condenada, terá de pagar multa no valor de R$ 1 milhão.
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