
Após anos de reivindicações e os últimos seis meses de atividades de protestos e mobilização, a Caixa Econômica Federal resolveu implementar o novo Plano de Funções Gratificadas (PFG). O processo, que tem inicio a partir de 1° de julho, está sendo conduzido de forma agressiva e discriminatória por parte da direção do Banco em relação aos empregados que permaneceram no REG/Replan não-saldado ou no antigo PCS. A decisão da CEF é de que estes trabalhadores não serão transferidos para o novo PFG e não poderão mudar essa situação posteriormente. O plano de beneficio definido REG/Replan é a garantia do empregado se aposentar com o mesmo valor que recebe quando está na ativa. Em 2008, em caso semelhante, a Caixa tomou a mesma atitude com relação ao PCS, impondo unilateralmente ao trabalhador que abrisse mão do direito à livre opção de permanecer no atual plano não-saldado. Muitos bancários resistiram e posteriormente migraram para o novo PCS, por decisão judicial. Aqui no Maranhão fomos exemplo nesta questão. “Vamos novamente recorrer a Justiça para garantir o direito do empregados” ressalta Enock Bezerra, diretor do SEEB/MA. Essas políticas neoliberais afetam negativamente a vida do bancário que mais uma vez é chamado a não se iludir com o Governo Lula, que, assim como seu antecessor, ataca dia a dia a classe trabalhadora e beneficia banqueiros. Dessa forma, podemos concluir que realmente existe discriminação aos que estão no REG/REPLAN, mesmo que este plano seja mais vantajoso aos trabalhadores que os demais. Até março deste ano, O REG/Replan contava com cerca de oito mil participantes e assistidos. Relembrando Também ficam mantidas as restrições para o grupo de empregados que impetraram ações judiciais, com vistas a garantir a redução da jornada de 8 para 6h, sem diminuição salarial. Na Caixa, há hoje mais de cem bancários nessa situação. Outra questão insatisfatória diz respeito à jornada indefinida. Defendemos sempre que a implantação do novo plano viesse com a jornada de 6h para todos, sem redução de salário. Como não foi essa a opção da CAIXA, o que é inadmissível, os trabalhadores deverão continuar lutando para superar esse e outros problemas similares. Igualmente inaceitável é a discriminação aos tesoureiros. Após anos de reivindicações os bancários buscam, com um novo PCC ou PFG, a valorização das funções, jornada de seis horas sem redução salarial, contratação de mais bancários, fim das discriminações, critérios justos de nomeação e fim das destituições arbitrárias. Em janeiro de 2010, os trabalhadores da Caixa em todo o País realizaram manifestações para pressionar a direção da CEF a atender às exigências previstas no acordo coletivo de trabalho que previa implantação do PCC/PFG em 31/12/2009. Reestruturação A direção do banco informou que disponibilizou desde ontem, quinta-feira, hotsite contendo todas as informações sobre o novo Plano de Funções Gratificadas. Após pressão em todo o País, a Caixa anunciou o adiamento da implantação do processo de reestruturação, cujo prazo final para conclusão seria na data de hoje. a decisão porém, não tira o sentimento de insegurança nos bancários.
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