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PLANTÃO / JORNADA NACIONAL DE LUTAS

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Aracaju (SE) é palco de tribuna popular na Jornada Nacional de Lutas

22/08/2011 às 11:05
CSP-Conlutas
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No ato da Jornada Nacional de Lutas em Aracaju foi marcado pelo desabafo da população. O calçadão da Rua João Pessoa foi o palco da tribuna popular montada pelas entidades componentes do ato na tarde da última quinta-feira, 18. Professores, aposentados, operários e estudantes se revezavam no microfone mostrando sua indignação com as ações dos governos municipal, estadual e federal.

Foi proposta uma enquete para a população. “O que você acha de Dilma ter vetado o aumento real para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo?”. A rejeição da atitude da presidenta foi unânime. “Isso é uma vergonha. Dilma chegou com a esperança de trazer mudança. Eu fiquei muito triste com as atitudes desses primeiros meses de governo dela”, lamentou o publicitário aposentado Rodrigo.

Mesmo com a pressa das compras no centro comercial, Cícero fez questão de parar para falar ao microfone. Ele, que se aposentou como metalúrgico, se emocionou ao lembrar-se da trajetória do PT. “Eu tenho orgulho de, como metalúrgico, ter feito história neste país. Eu vi as grandes greves da década de 1980. Eu vi os oito anos de Lula na presidência, e agora vamos ter mais quatro anos de Dilma. Eu fico assustado com o jeito que o PT mudou. Está longe daquele partido que eu conheci fazendo greve em porta de fábrica”, ressaltou.

Campanhas salariais


“O bolo cresceu, o trabalhador quer o seu”. Com esse slogan, Djenal Prado, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Cimento, Cal e Gesso de Sergipe, (Sindicagese), que é filiado à CSP-Conlutas, expressou a temática do ato. “Compondo o ato estão cimenteiros, trabalhadores do Sesi, Senai, Sest/Senat, Senac. Aqui estão petroleiros e também trabalhadores da Previdência Social. Todas essas categorias estão reivindicando aumento salarial. A hora agora é de juntar as nossas lutas para arrancar campanhas vitoriosas. Se a arrecadação está crescendo, se os patrões estão lucrando como nunca, essa é a hora de dar ganhos reais aos trabalhadores”, defendeu.

“O preço da gasolina subiu, o preço dos alimentos também. Mas o salário continua no mesmo lugar. Nós produzimos a riqueza do Brasil. Não podemos aceitar o argumento de achatamento salarial por causa de uma crise da qual nós não somos culpados. Ainda mais quando a gente olha o lucro que as empresas tiveram”, reforçou o petroleiro Pedrão, que também é diretor do sindicato.

Lutar não é crime

O ato sergipano da Jornada Nacional de Lutas aconteceu um dia depois de a justiça ter considerado ilegal a greve dos professores do município de Aracaju. A reivindicação era que o prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) cumprisse a lei do piso nacional do magistério e sancionasse o aumento de 15,85% previsto pela legislação. A greve já durava dois meses e seguia desgastando a Prefeitura. Foi posta na ilegalidade sob pena de R$ 10 mil por dia de descumprimento da decisão judicial.

Enquanto isso, petroleiros encampavam a luta contra as punições da Petrobras aplicadas a diretores do Sindipetro por conta de suas atividades sindicais. “Eu nunca vi juiz nenhum assinar o cumprimento da Constituição Federal que diz que o salário deve garantir as necessidades básicas. Mas a justiça é eficiente para massacrar professor em greve”, apontou o também educador Assis.A CSP-Conlutas apoia a luta dos professores e repudia as ações do governo e da justiça que criminalizam os trabalhadores.

Em Aracaju, o ato foi composto pela CSP-Conlutas e seus sindicatos filiados, Anel, Barricadas Abrem Caminhos, PSOL e PSTU. No dia 24 de agosto, um ônibus de Sergipe marca presença no ato nacional em Brasília.

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