Lançadas no fim do ano passado, as novas cédulas de R$ 100,00 foram desenvolvidas pelo Banco Central e pela Casa da Moeda com o objetivo de dificultar a ação dos falsificadores. Mas, o efeito foi contrário. As notas estão sendo mais falsificadas do que as antigas, de acordo com o próprio BC.
De janeiro a julho deste ano, foi apreendida uma nota falsa das novas para cada 4.446 antigas em circulação desde 1994, quando foi lançado o Plano Real. Proporcionalmente, a possibilidade de encontrar a cédula falsificada de R$ 100,00 lançada recentemente é mais do que o dobro do registrado entre as do modelo anterior. A mesma coisa acontece com as de R$ 50,00.
Quem paga é a população. Pouco familiarizada com a nota, os brasileiros ainda não sabem identificar os itens de segurança – tamanhos diferenciados, faixa holográfica, imagens que se completam na contraluz, marca d’água com o valor da cédula e desenho do animal impresso, no caso dos R$ 100,00 uma garoupa – e acabam aceitando as ilícitas.
A campanha feita para os clientes conhecerem as cédulas foi insuficiente. Mas, como nada têm a perder e quem sai prejudicado é o povo, os bancos não estão nem aí para o problema.