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PLANTÃO / JORNADA DE LUTAS

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SEEB-MA apoia trabalhadores acampados no MA

A previsão é de que os manifestantes permaneçam acampados até, a próxima sexta-feira (26/08), mas esse prazo pode ser prorrogado.

22/08/2011 às 21:34
SEEB-MA
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SÃO LUÍS (MA) - Estima-se que mais de 200 pessoas participaram, nesta terça-feira (23/08), em São Luís, de ato da Jornada Nacional de Lutas. Sindicalistas, professores das redes municipal e estadual, estudantes, servidores públicos, moradores de ocupações urbanas, trabalhadores rurais e integrantes do movimento quilombola tomaram as ruas do Centro da cidade para protestar por melhores condições de vida, salários, reforma agrária, justiça no campo e educação pública de qualidade. A manifestação teve início na Rua Grande, por volta das 15h.

Também como parte da Jornada Nacional de Lutas, o Movimento dos Sem Terra (MST) mantém, desde segunda-feira (22), um acampamento em frente ao Tribunal de Justiça, na Praça Pedro II. Além do MST, participam da manifestação membros do CSP-Conlutas, da Assembleia Nacional de Estudantes Livres (ANEL), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da União por Moradia Popular - São Luís e do Movimento Quilombola.

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Para Jonas Borges, da direção estadual do MST, o acampamento é o ápice de várias mobilizações realizadas em 2011. “As pessoas que estão aqui representam a síntese do Maranhão: gente que está sofrendo os impactos das grandes construções como as refinarias e grandes projetos imobiliários. Por essa razão o estado se une ao resto do Brasil para se mobilizar por salários melhores, redução da jornada de trabalho, politicas públicas e reforma agrária”, ressaltou o diretor.

Jonas Borges lembrou ainda que o objetivo do movimento é a articulação de todos os movimentos na tentativa de pressionar o Estado para avançar e retomar o que é do povo por direito e a luta pela redemocratização do país. “O fato de mais de 60% da população depender de algum benefício do governo é uma prova da má distribuição de renda em nosso país”, aponta Jonas.

Nelson Júnior, da executiva nacional da ANEL, destacou que o acampamento é uma forma de reivindicar todo tipo de melhorias para a vida no campo e na cidade.

“Essa mobilização é nossa resposta ao ataque que o governo faz ao povo priorizando o agronegócio, grandes construções e grandes empresas e deixando a população à mercê disso tudo. Clamamos por reforma agrária, por 10% do PIB para Educação já e não daqui a dez anos como o governo quer. O governo diz que o país cresceu, então os movimentos querem uma fatia desse bolo e uma fatia grande, pois já estamos cansados de ver a maior parte do ser destinada ao pagamento de dívidas dos bancos!”, enfatizou Nelson.

Creuzamar Pinho, coordenadora geral da União pela Moradia Popular, destacou que o movimento participa do acampamento com os camaradas do MST e quilombolas na luta por uma distribuição agrária mais justa.

A previsão é que o acampamento permaneça armado, até a próxima sexta-feira (26/08), mas o prazo pode ser prorrogado, já que a intenção é só parar o protesto quando o Governo Federal se comprometer a cumprir as reivindicações da Jornada.

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) não só apoia o movimento, como tem marcado presença no acampamento, visando mobilizar e contribuir nessa luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

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